Notícias para você

Discussões por causa de dinheiro? Oito conselhos para salvar relação

Quando se fala de finanças para casais, as discussões são um dado adquirido. É, portanto, muito importante que haja cuidado no tratamento desta questão. Segundo o educador financeiro e doutor em educação financeira Reinaldo Domingos, grande parte dos casais desconhece quanto ganha o parceiro e mesmo em que é que gasta o dinheiro.

Esta é uma situação preocupante, que gerará, na certa, problemas futuros. “A primeira dica em relação ao tratamento do dinheiro do casal é sempre muito diálogo, mas isso não acontece”, esclareceu.

Qual é a solução? O mais adequado é elaborar um orçamento conjunto, baseado nas necessidades e nos objetivos do casal ou da família. Também é muito importante que se estabeleçam regras financeiras a seguir, como quem paga o quê. Essas regras, contudo, devem ser alvo de revisão sempre que possível.

A divisão de contas é, precisamente, uma questão primordial. Pode criar-se uma conta conjunta para liquidar despesas fixas. “No entanto, seria interessante avaliar a possibilidade de cada um ter sua conta corrente, definindo os seus limites, pois cada um pode ter seus próprios gastos”, refere Reinaldo.

No que diz respeito a investimentos, esses devem ser feitos em conjunto, para se poupar mais dinheiro e obter melhores resultados. A única questão que deve ser tratada de forma independente é a reforma.

O segredo é, portanto, colocar tudo em pratos limpos. Falar sobre as despesas e obrigações, mas sem descurar os sonhos e objetivos, os individuais e os coletivos. Não se pode colocar os sonhos de lado, é um dos principais erros de um casal.

E quem tem contas separadas? Não se deve discriminar quem ganha menos. É uma família e toda a gente contribui com o que pode.

Eis algumas orientações do educador financeiro:

1. Reuniões frequentes entre o casal para debater as finanças. Não deve ser um momento de tensão, mas de projeção.

2. Estabelecer sempre sonhos de curto, médio e longo prazo, devendo existir objetivos coletivos e individuais;

3. Um ponto que geralmente é foco de divergências é o padrão de vida que o casal leva. Há que fazer um diagnóstico financeiro e ajustar-se à realidade;

4. Outro motivo de discussão é o fato de um dos parceiros ser, regra geral, mais comodista. É importante estabelecer um meio termo, tendo em conta que as pessoas são diferentes;

5. Deve haver a preocupação com a vida financeira a longo prazo, neste caso, a reforma;

6. Caso tenham filhos, é preciso inclui-los na conversa sobre dinheiro. Mas, mais do que isso, é importante chegar a acordo sobre como será a educação deles;

7. Se um dos parceiros fez alguma coisa errada em relação a dinheiro, é natural que haja atrito. Não se deve discutir a ‘quente’ mas também não se deve fingir que está tudo bem quando não está.

8. Recorde-se que é nos momentos de dificuldade que vemos com quem realmente podemos contar. Assim, em caso de crise financeira, em vez do distanciamento, o ideal é procurar estar mais próximo de quem se ama.

Fonte: https://goo.gl/LKofcw

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo