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Eduardo, o rei da poupança

Depois de muita disposição para ‘engordar o seu cofrinho’, o garoto Eduardo Mazarin Bernardi, de Águas de Lindóia, interior de São Paulo e que hoje tem 13 anos, conseguiu comprar o seu primeiro objeto dos sonhos, um MP5 – levou algumas horas para conferir os R$ 200,00 economizados, o valor total das moedas que foram trocadas por notas na padaria da vizinhança. Esse gostinho de conquista depois de tanto poupar ele sentiu há uns 3 ou 4 anos. Fiquei feliz, contou. Agora ele continua poupando, mas o negócio ficou mais sério e ele deposita o dinheirinho diretamente no banco. Para quem sonhava, quando pequenininho em guardar moedas para comprar uma Ferrari de verdade, Eduardo já está bem consciente das possibilidades do dinheiro e de como fazer para comprar seus pequenos objetos de desejos. Agora ele sonha com os pés no chão.

 

A mania de poupar, observada com admiração por toda a família, foi herdada de seu avô. Ele guardava dinheiro para comprar as coisas e decidi fazer o mesmo, conta. Um trocadinho que recebia de seus pais para comprar sorvete na praia, lanche na escola ou para outras finalidades ia direto para o cofrinho. Um tempo atrás Eduardo recebia mesada e a maior parte era economizada. Agora não recebe uma quantia mensal, mas mesmo assim consegue guardar parte do que chega às suas mãos. Meu próximo passo vai ser comprar um Iphone, revela.

 

Os amigos de Eduardo, ele diz, acham estranha essa mania de tanto poupar e pelo jeito sua irmã, Isabela, de 10 anos,ainda não se sentiu inspirada por suas atitudes. Se ela sai com dinheiro, gasta tudo e ainda volta devendo. Eu não. Volto sempre com uma sobra, ele ri. O garoto não se priva dos prazeres de sua idade, mas acredita que sabe onde investir o dinheiro que recebe e que com paciência conquista seus objetivos traçados.

 

Educação financeira de forma divertida

 

Eduardo até parece o personagem de um audiolivro que tem como objetivo ensinar educação financeira às crianças. O garoto da ficção, assim como Eduardo, toma gosto por colocar as moedas em seu cofrinho até chegar o momento de investir as economias em algo que tanto queria. No audiolivro O Menino do Dinheiro, da Editora Nossa Cultura, o autor da história e consultor financeiro Reinaldo Domingos mostra que poupando o pouquinho que se tem, no futuro pode se adquirir uma pilha de doces ou no brinquedo dos sonhos. Para isso, é importante dedicar-se a esse objetivo com muita paciência e ter consciência que não dá para ter tudo ao mesmo tempo.

 

Dona Previdência como mãe, Sr. Desprevenido como pai e o Reimoney como professor. Esses são as personagens que cercam o Menino do Dinheiro, um garoto sonhador que desde pequeno ouve os conselhos de sua mãe e aprende que poupando é possível conquistar todos os sonhos. O garotinho da história adorava sorvetes e balas e não compreendia porque não podia ganhar os dois no mesmo dia. A mãe diz a ele que se ficar bonzinho e suas clientes a pagarem corretamente, ele poderia escolher ou as balas ou o sorvete. E sempre dizia: você precisa aprender a escolher meu filho, nessa vida a gente nem sempre pode ter tudo ao mesmo tempo.

 

No seu quarto aniversário, Reinaldo ganhou um cofrinho da Dona Previdência e seguindo seus conselhos juntou todas as moedinhas que recebeu durante os doze meses seguintes. No seu aniversário de 5 anos, ao abrir o cofre e somar as moedas, sua mãe pediu que o garoto dissesse o que desejava comprar. Ele pensou e mesmo receoso pediu dois picolés e um saco de balas. Sua surpresa foi enorme quando a mãe disse que o dinheiro daria para atender a seu desejo e ainda sobrariam várias moedas. De presente de aniversário ele ganhou um cofre maior, que já foi imediatamente abastecido com as moedas restantes.

 

Reimoney, o professor de matemática, é quem apresenta a metodologia DiSOP (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar), ensina a importância da poupança e explica como os bancos trabalham, comparando com o cofrinho onde o menino guardava seu dinheiro. Além disso, a obra valoriza a relação familiar, afinal é o próprio filho que ajuda seu pai, o Sr. Desprevenido, a poupar e montar uma tabela de gastos, conhecida na narrativa como desenho do dinheiro. Também mostra como a educação financeira tem que ser aplicada por todos dentro de casa e como cada um pode contribuir.

 

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=31&id=273298

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