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Educação financeira deve ditar compras

A menos de um mês para o Dia das Crianças, as propagandas de brinquedos nos canais infantis já começam a colocar os pequenos em polvorosa. A cada intervalo comercial, novas demandas são colocadas pelos baixinhos, alheios aos preços dos mimos e às limitações do orçamento doméstico. O alvoroço tende a se acentuar nas próximas semanas, quando brinquedos tomam corredores, prateleiras e vitrines de hipermercados, lojas de departamentos e de importados.

O que, a princípio, pode parecer um momento de saia justa ou ameaça ao equilíbrio das contas do mês, também pode ser encarado como uma oportunidade para pais e mães darem início a uma parte importante da educação dos filhos, que, muitas vezes, acaba em segundo plano: a educação financeira. A educadora financeira Cássia D’ Aquino, autora do livro Como Educar seu Filho, da Editora Campus, ensina que o primeiro passo para os pais bombardeados com pedidos de “compra pra mim”, às vésperas do Dia das Crianças, é dizer aos filhos que é preciso fazer uma escolha.

“Há muito estímulo, e elas ficam querendo um mundo de coisas. Por isso, é importante dar um prazo para a criança escolher o que ela vai querer ganhar na data”, orienta a educadora, lembrando que a escolha é o primeiro passo para o entendimento de que ninguém tem tudo o que quer. “Presente bom é mostrar aos filhos que a família é capaz de viver de acordo com as suas possibilidades”, afirma. Para o consultor financeiro Artur Emílio Reginaldo, os pais devem ser diretos.

“As crianças desejam tudo aquilo que vêem. Por isso, vira e mexe, a gente vê uma birra no supermercado. Cabe aos pais enfrentar a birra, dialogar e mostrar à criança que nem tudo é possível ter. Se não há dinheiro para comprar o brinquedo de R$ 200, então é preciso escolher outro mais acessível”, afirma Reginaldo, lembrando que, muitas vezes, o desconforto maior é dos próprios pais. “Muitos ficam chateados por não ter renda para realizar o desejo dos filhos, mas é preciso entender que os desejos são passageiros. Aprender que não dá para ter tudo o que se quer não vai arrancar pedaço”, brinca o consultor.

Mesmo fora dos períodos críticos de apelo ao consumo infantil, como o Dia das Crianças e o Natal, é possível começar a trabalhar os pequenos para o equilíbrio entre consumo e finanças. O educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “O Menino do Dinheiro”, pondera que dois fatores levam ao desequilíbrio financeiro. “De um lado, você tem o marketing publicitário. De outro, tem o crédito fácil. No fim, acaba comprando o que não precisa com aquilo que não tem”, afirma. Por isso, a dica do educador é ensinar os filhos a ter seus próprios sonhos e, desde cedo, poupar para realizá-los. “Só dar cofrinho de presente não funciona.

É preciso trabalhar junto com a criança uma motivação para poupar”, orienta. “Para dar início ao processo, os pais podem adotar semanadas até por volta dos 12 anos e mesadas na adolescência. Quando a criança estiver de posse das economias necessárias para realizar o seu sonho de consumo, é hora de outra lição sobre finanças pessoais.

O pai deve ir com o filho à loja e negociar com o vendedor um desconto para a compra à vista. Quando a criança entende que guardando ela consegue realizar os seus sonhos e, ainda por cima, pagando mais barato, incorpora o conceito da poupança para o resto da vida”, afirma Jornal Hoje em Dia.

Fonte: http://www.mercadomineiro.com.br/vernoticia.jsp?cod=4680

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