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Em Salvador, 2,4 mil clientes cancelam serviço de fixo por mês

Quase 60 mil domicílios da capital baiana deixaram de contar com o serviço de telefonia fixa nos últimos dois anos. Isso significa que, mensalmente, 2.392 pessoas pedem cancelamento da linha. Enquanto o fixo perde lugar, o celular aparece nas estatísticas reinando absoluto.

Dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) revelam que, no Brasil, a cada cem domicílios, 39 contam exclusivamente com o serviço de telefonia móvel, enquanto quatro contam somente com o fixo. Na Bahia, o cenário não é diferente.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de linhas de celular já ultrapassa a casa dos 9,7 milhões, contra 1,768 milhão de assinantes da telefonia convencional.

Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, o serviço tradicional está com os dias contados. “Estamos caminhando a passos largos para um futuro sem telefone fixo”, aposta o consultor, usando como argumentos as múltiplas funções oferecidas pelo aparelho celular. “Hoje, o celular é um aparelho que não tem paralelo. Além da mobilidade de comunicação, traz relógio, despertador, calculadora, agenda, jogos, torpedos, máquina fotográfica e até televisão”, enumera o especialista.

Foi essa lista de possibilidades que o estudante de direito Bruno Brasil, 22 anos, levou em consideração quando teve que escolher entre um telefone móvel e um fixo. “Passo o dia na rua. Não valeria a pena manter um telefone fixo. No celular, todo o mundo me encontra, a qualquer momento. Além da praticidade, ainda economizo o que pagaria com uma assinatura”, diz.

Não bastassem as comodidades ofertadas pela telefonia móvel, outro grande atrativo tem sido o preço. Diferentemente do passado, quanto possuir umaparelho celular era artigo de luxo, com o avanço da tecnologia, o serviço tem se popularizado cada vez mais.

De acordo com o especialista em redes e sistema de telecomunicações e professor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Rinaldo Duarte Teixeira de Carvalho, isso é possível porque a implantação do serviço de comunicação móvel tem se tornado cada vez mais fácil e com custos menores.“Para as operadoras, é mais barato disponibilizar o serviço de comunicação móvel do que o fixo. Com o móvel, as empresas usam tecnologia de rádio. Na estrutura fixa, há a necessidade de levar o cabo parametálico até a casa do assinante”, explica o especialista.

A parte técnica pouco importa ao consumidor. O que interessa é saber onde ele pagará menos. A representante do Movimento das Donas de Casa no conselho de usuários datelefônicaOinaBahia,Rute Macedo Veras, diz que o aspecto econômico é um dos responsáveis pela substituição do fixo pelo celular. “ Hoje, as pessoas avaliam com mais consciência quanto a conta vai pesar no orçamento, quanto elas possuem e quanto podem gastar. Só mantém as linhas fixas quem tem idoso ou criança dentro de casa ou quem tem assinatura associada a um serviço de banda larga”, avalia Veras.

Pensando na economia, o professor Paulo de Carvalho, 36 anos, cogita trocar definitivamente o fixo pelo celular. Com uma rotina de trabalho corrida, ele só usa o fixo no fim de semana. “Meu telefone fixo é praticamente um enfeite. Raramente uso”, conta o professor. Com planos de cancelar o serviço, ele diz que pretende usar o valor de R$ 45 pago na assinatura para ampliar os gastos no celular e ainda ficar com um troco. Procurada pela reportagem do CORREIO, a Oi se manifestou através de uma nota, informando que a empresa vem investindo fortemente para ampliar sua oferta de serviços convergentes.

Conheça o seu perfil e alivie o orçamento
Maria Alice Pinheiro, empresária de 55 anos, decidiu pôr um fim às elevadas contas telefônicas e hoje não usa mais o telefone fixo para ligar para fora do país. Como possui serviço de internet banda larga, faz suas ligações para o exterior utilizando serviços de voz sobre protocolo de internet (VoIP, na sigla em inglês), como o Skype. Ela conta que economiza mais de R$ 90 por semana quando liga para uma amiga que mora em Dubai, nos Emirados Árabes. “Como ela também tem o serviço, a ligação sai de graça. Passamos mais de meia hora por semana conversando”.

Até para quem liga pela internet para telefone fixo ou celular, o custo do VoIP é mais vantajoso. “O consumidor precisa comprar créditos, mas mesmo assim, a tarifa ainda é mais barata”, diz Estela Guerrini, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Outra dica apontada pela advogada para ajudar a reduzir a conta de telefone é a escolha do plano adequado. “É importante que o consumidor conheça seu perfil e opte por um plano que se encaixe no orçamento”, afirma. Ela aconselha o usuário a pesquisar nas últimas faturas de telefone quais os serviços mais utilizados e a escolher um pacote que priorize a oferta desses serviços, evitando pagar pelo que não usa.

Para quem utiliza o celular para fazer ligações, por exemplo, é mais vantajoso um plano pós-pago, pois as tarifas são mais baratas. Já para quem liga menos e recebe mais, os planos pós-pagos podem ser mais interessantes. “Pós-pago permite ao consumidor controlar melhor suas despesas”, destaca o educador financeiro Reinaldo Domingos.

Ele aponta ainda a utilização da mesma operadora celular como forma de diminuir os custos, pois em alguns casos, ligações entre números da mesma empresa ou família podem sair de graça.

Fonte: http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=36488&mdl=48

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