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Especialistas dão dicas para usar 13º e terminar ano sem dívidas

Milhões esperam ansiosos a primeira parcela do 13º salário. O comércio está otimista com primeiro Natal depois da crise.

Pelo que se viu nos shoppings de São Paulo nesse feriado prolongado, a preocupação com as dívidas ficou em casa. Os corredores estavam lotados, as lojas, cheias. Alguns consumidores já começaram a gastar o 13º antes mesmo de recebê-lo. O comércio espera com otimismo – e ansiedade – o primeiro Natal depois da crise.

Enquanto os menores se divertem, os maiores não dão folga ao bolso. Novembro começa com ânimo novo no comércio. É o mês da primeira parcela do 13º salário. Se o consumidor já não deu muita bola para a crise, imagine a expectativa agora com esse dinheiro extra na economia.

“O 13º já está comprometido com o shopping. Vou comprar roupa, sapato. Já tem uma listinha para a família inteira”, diz a secretária Juliana Brito.

Era o que faltava para desengavetar antigos projetos.

“Pretendo viajar, pretendo dar uma reformada na minha casa também”, diz uma consumidora.

“Tirar a minha habilitação, comprar um carro, dar entrada básica. Não aguento mais andar de ônibus, cansei”, comenta o empacotador Gerson Barreto.

Tem gente que pensa no longo prazo.

“Adiantar parcela da casa própria”, aponta um paulista.

“Vou economizar para as férias do ano que vem”, diz uma consumidora.

Mas um presente de casamento para o sobrinho não dá para adiar.

A redução do IPI dos eletrodomésticos da linha branca, que agora vai até janeiro, foi um estímulo a mais para o porteiro José Neto da Silva. Vai surpreender os noivos com uma geladeira, que só vai terminar de pagar no meio de 2011: “Pagar em 17 vezes, não é muito, o juro está bem reduzido dá para aproveitar a oportunidade”.

O perigo da empolgação nessa época do ano é o endividamento excessivo, alerta o educador financeiro Marcello Cunha. Ele aconselha usar o dinheiro primeiro para quitar contas do cartão de crédito e do cheque especial e, se sobrar, fazer uma pequena poupança para os gastos do início do ano. Na hora de gastar…

“Procurar não fazer uma dívida nova. Já que ele recebeu o dinheiro à vista, que também procure utilizar esse dinheiro para comprar à vista. Vai ter um desconto maior junto ao comercio”, aconselha Marcello Cunha.

Bom senso nas compras é bom, mas vá dizer isso para quem de repente ficou com um mundaréu de roupa para lavar: “A família cresceu e a máquina está pequena, tem que ter uma maior. Se meu marido não comprar, ele vai para o tanque”, ameaça uma consumidora.

As empresas têm até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela do 13º. O complemento deve ser pago até o dia 20 de dezembro.

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