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Portabilidade de financiamento imobiliário cresce: veja quando vale a pena

Segundo dados divulgados pelo Banco Central, os pedidos de portabilidade de financiamento imobiliário cresceram 102% em 2019 em comparação ao ano passado. Até o mês de agosto, 1.605 efetivações de financiamentos foram feitas, totalizando R$ 608,2 milhões. No mesmo período de 2018, esse número chegou em 794 efetivações, somando R$ 335,8 milhões.

A explicação para esse aumento foi a diminuição da taxa básica de juros Selic, que atualmente está em 5,5% ao ano, com expectativa de chegar em 4% ainda em 2020. Esse cenário é propício para a portabilidade do crédito imobiliário entre bancos, tendo a possibilidade de reduzir o valor das parcelas e consequentemente economizar.

Mas para que essa portabilidade seja realmente vantajosa, é preciso pesquisar e comparar as taxas de juros entre as instituições. Os principais bancos anunciaram na semana passada a redução da taxa de juros para crédito imobiliário, porém é importante lembrar que as taxas anunciadas foram as mínimas, por isso é preciso negociar e ter um bom relacionamento com a instituição financeira para conseguir juros mais baixos.

Nenhum banco quer perder clientes, por isso é comum que ofereça uma contraproposta para evitar a transferência do empréstimo para outra instituição, portanto verifique a possibilidade do seu banco cobrir a proposta do concorrente e conseguir melhores condições. Lembrando que o banco é obrigado a aceitar o seu pedido de portabilidade caso não concorde com a nova proposta.

Para saber se essa portabilidade vale a pena, é preciso também considerar, além dos juros, outros custos como as taxas de administração e registro em cartório. Coloque na ponta do lápis todos esses valores para ter a certeza de que essa operação irá compensar no seu bolso. Não esqueça de também verificar o Custo Efetivo Total (CET), taxa que engloba todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito, e assim decidir se a portabilidade será vantajosa ou não.

Faça as contas 

Para entender na prática, pense em uma prestação de um imóvel próprio de R$ 2 mil mensais, por exemplo. Dependendo da época em que esse financiamento foi realizado, essa portabilidade por trazer uma redução de até 30% deste valor. Isso porque um imóvel que foi financiado em 20 ou 30 anos no passado, com a Taxa Selic nas alturas, as condições foram correspondentes a esses indicadores, agora, com a Selic em baixa, é hora de fazer a portabilidade para tirar esses juros das costas.

Tempo é dinheiro!

Esse movimento pode se tornar um tanto trabalhoso, exigindo tempo e disposição do consumidor, porém atualmente é possível fazer simulações e comparações de taxas online, portanto vale a pena fazer esse esforço para economizar um bom dinheiro e ter maior tranquilidade no seu financiamento.

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