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Investimento é alternativa para engordar o 13º

O trabalhador que quiser aproveitar o dinheiro extra que chegará neste final de ano para fazer um pé-de-meia encontra um leque de opções no mercado financeiro para engordá-lo. Poupança, bolsa de valores, depósitos bancários e fundos são algumas das possibilidades, cada uma com seu grau de remuneração e também seus riscos, distribuídas entre renda fixa e renda variável e com rendimentos entre 6% a 30% ao ano.

Dois fatores fundamentais devem ser levados em conta pelas pessoas antes de decidir qual é a melhor ou a pior alternativa para aplicar o seu dinheiro. “Primeiro, é o seu nível de tolerância a risco, o que varia de pessoa para pessoa”, afirma o economista Luiz Carlos Scatena.

O segundo, é a sua necessidade de liquidez, isto é, por quanto tempo o investidor poderá manter este dinheiro aplicado sem a necessidade de recorrer aos saques do todo ou de parte do dinheiro que ele mantém aplicado. A vantagem de procurar uma aplicação em renda fixa como os fundos de investimentos DI, que compõem em sua quase totalidade os títulos do tesouro nacional, os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) de bancos de primeira linha e a tradicional caderneta de poupança é já ter uma idéia, desde o início, de quanto vai lucrar com a operação.

É a opção ideal para quem tem perfil conservador, ou seja, não quer ou não pode correr o risco de qualquer eventual perda do capital investido. No caso da poupança, por exemplo o rendimento é determinado por Taxa Referencial (TR) mais 6% ao ano, ou 0,5% ao mês. Já os rendimentos dos CDBs e dos fundos DI oscilam em torno do rendimento dos juros de mercado, em média 8,5% ao ano.

Se os investimentos em renda fixa têm risco quase nulo, investimentos em renda variável (ações, fundos e clubes de investimento) têm um risco maior. “Para quem não quer correr riscos, renda fixa acaba sendo a melhor opção mesmo”, garante Aécio Neto, agente autônomo da BullBear Investimentos.

Perfil agressivo

O investidor agressivo, no entanto, está de olho em rendimentos mais atrativos e não tem medo de perder dinheiro. A princípio, quanto maior o risco de uma aplicação, maior o rendimento esperado.

Para saciar este apetite, recomenda-se aplicar em renda variável que consiste, basicamente, em ações e produtos derivados das ações, como os títulos negociados nos mercados futuro e de opções, além de títulos atrelados a commodities e câmbio. É possível iniciar-se no mercado de ações com poucos recursos disponíveis.

“Antes de investir nesses produtos mais agressivos, as pessoas precisam estar cientes do risco que elas estarão correndo”, disse Scatena. Quem tem nervos de aço pode se aventurar nas águas revoltas do ouro e do dólar. São aplicações de altíssima volatilidade, cenário para quem acompanha de perto a evolução dos mercados. São boas opções para curtíssimo prazo (aplicação em dias, às vezes, em apenas algumas horas), mas não recomendáveis para períodos mais extensos.

Risco moderado

O investidor de perfil moderado tem um olho na segurança e outro no rendimento. Isso significa que, para ganhar um pouco mais, ele admite sofrer algumas perdas temporárias, mas não está disposto a correr grandes riscos.

Para este, o ideal é fazer uma cesta de investimentos, destinando parte de seu capital para os portos seguros da renda fixa e uma parte menor para a renda variável.

Bolsa requer assessoria de profissional

Hoje, os investidores bem assessorados podem, independentemente do dinheiro que dispõem para aplicar, buscar na bolsa de valores retornos mais atrativos do que os atingidos em aplicações tradicionais, principalmente com a queda das taxas básicas da economia.

Para Frederico Amaral, diretor da Flex Investimentos, graças à grande reação dos mercados do oriente, como China e Japão, e a do Brasil no mercado doméstico, tornam-se extremamente atrativas as ações ligadas a commodities (minério de ferro, soja, milho, algodão etc.) e ao varejo (shopping centers, supermercados, lojas de departamentos, etc.), principais beneficiadas deste cenário.

“Com toda a alta dos mercados nesse ano, vislumbramos boas perspectivas para 2010”, diz Amaral. Se o investidor for bem assessorado e alocar nos setores mais viáveis, os retornos poderão ser extremamente atrativos. Existem duas opções no mercado: clube de investimentos e ações. Uma pessoa pode começar a participar de um clube de investimentos a partir de R$ 500. O investidor procura a corretora e entra em um clube administrado por assessores e analistas, que buscam os melhores resultados.

O investidor poderá chegar à compra de ações ou clube de investimentos por intermédio de corretoras de investimentos autorizadas das bolsas de valores. O investimento, explica, Amaral, é de longo prazo. Aécio Neto, agente autônomo da BullBear Investimentos, diz que, para quem não se importa com o risco, o mercado de ações é a melhor opção. Ele recomenda aplicar o 13º salário nas 10 melhores ações da Bovespa (as chamadas “blue chips”) entre elas Vale, Petrobras, Gerdau, Bradesco, CSN, Usiminas e Banco do Brasil.

O retorno dos investimentos na Bolsa dependem da oscilação do mercado. “Eu recomendo à pessoa que for fazer um investimento em ações na Bolsa de Valores que utilize um dinheiro que não faça falta para ela e que o investimento seja para uma média de dois a cinco anos”, disse.

Demival Vasques Filho, da Lucra Investimentos, diz que os cinco principais papéis que são negociados na Bolsa de Valores brasileira são das empresas Petrobras (PETR4), Vale (VALE5), ItauUnibanco (ITUB4), BM&Fbovespa (BVMF3), Bradesco (BBDC4).

“É importante frisar que conhecimento neste caso é fundamental”, afirma. Antes de começar a investir, o ideal é procurar suporte de um profissional da área, assistir à palestras, fazer cursos, ler livros sobre o tema.

O retorno financeiro em ações pode começar no curtíssimo prazo, questão de dias, semanas. Porém, visando minimizar os risco, é interessante buscar retorno no longo prazo, de três anos para cima.

Aplicação com quantias modestas

Por mais modesta que seja a quantia que sobrar na conta-corrente, ela pode ser aplicada em várias opções de investimento. O consultor financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Terapia Financeira”, recomenda que o trabalhador guarde pelo menos 50% do 13º salário. A idéia é se tornar um investidor iniciante. “Você pode estar no grupo dos sem dívidas, um consumidor equilibrado financeiramente que não deve, mas que também não poupa”, disse.

Para estes, uma boa opção é iniciar um investimento. Pode ser poupança, previdência privada ou outra carteira de investimento. “O mais importante para este grupo, contudo, é criar o hábito de poupar, traçando como objetivo dessa poupança a realização de seus sonhos”, afirmou Domingos.

Se o trabalhador já atingiu o status de investidor, ou seja, regularmente destina parte de sua renda para alguma aplicação, a opção mais indicada para utilizar as sobras do 13º é continuar investindo, planejando saltos maiores como fundos de investimentos ou mesmo a bolsa, sempre acompanhado por um especialista. Em média, quem aplica a partir R$ 1 mil já consegue escala para aproveitar as oscilações da bolsa de valores para lucrar.

Da poupança para a bolsa

Na opinião do consultor Fernando Penteado, da Vijay Investimentos, o Brasil passa por um momento de maturidade financeira, em que o poupador passa a ser um investidor em ações. ”Para o trabalhador que tem 13º para receber e já liquidou suas dividas, eu recomendo como aplicação de longo prazo o investimento em ações através de um clube de investimento”, disse.

O clube de investimento é a reunião de até 150 investidores que irão montar uma carteira de ações com o auxilio de um gestor. O investidor irá adquirir cotas deste clube de investimento, que tem custo de administração mais baixo que o de um fundo de investimentos.

”É, sem dúvida, o primeiro passo para o poupador começar seus investimentos em bolsa de valores”, garante. Assim o poupador deve não só iniciar a sua participação no mercado de ações com o seu 13º terceiro salário, mas também com aplicações mensais, como ele faz com a sua poupança.

Até R$ 10 mil, melhor aplicação é poupança

O trabalhador conseguiu guardar entre R$ 1 mil e R$ 10 mil do 13º salário? Diante da atual conjuntura econômica e das expectativas de curto prazo, isto é, a manutenção da taxa básica de juros (Selic), a melhor opção em termos de rentabilidade, liquidez e segurança, na opinião dos especialistas, são as aplicações nas cadernetas de poupança. “Não existe burocracia neste tipo de aplicação o que, para grande parte da população, é uma vantagem imensa”, disse o economista Joelson de Carvalho.

Também não há incidência de Imposto de Renda para a caderneta e nem taxas de aportes financeiros. Isto é, o trabalhador deposita ou saca Reais sem taxas e na hora que quiser. “Ademais, mesmo com os baixos rendimentos da caderneta de poupança, os recursos aplicados estarão protegidos pelo menos da inflação, garantindo a manutenção do poder de compra”, afirma. O investidor deve ter em mente que a rentabilidade, nesta modalidade de investimento, poderá requerer algum tempo. Carvalho explica que algumas aplicações exigem uma carência que pode comprometer a rentabilidade caso seja necessário um saque de emergência durante este período.

No entanto, para o economista Luiz Carlos Scatena, se as tendências se reverterem, isto é, se houver qualquer ameaça de aumento da inflação, o governo voltará a subir as taxas básicas de juros da economia. Aí, sim, os fundos de investimentos de renda fixa (que no momento estão com suas rentabilidades afetadas pelos impostos e pelas taxas de administração) poderão retomar sua atratividade frente à poupança. Só que, diante dos cenários de curto prazo, é pouco provável que isto aconteça, razão pela qual, as aplicações nas cadernetas de poupança são a vedete do momento.

Saber o que deseja e em que prazo

Antes de investir o 13º salário, o trabalhador deve ter em mente o que deseja e em que prazo. Para Demival Vasques Filho, sócio-proprietário da Lucra Investimentos, por exemplo, se a pessoa pretende fazer uma viagem ou adquirir algo no curto prazo, é interessante buscar investimentos com menor exposição ao risco, como poupança, CDB e títulos públicos.

Caso contrário, ele pode escolher investimentos de renda variável, buscando receber maior rentabilidade sobre seu capital. Para investimentos em renda fixa, não há diferenciação de valores. Já se a intenção é investir em renda variável entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, a sugestão aqui está em fundos de ações, fundos multimercado e clubes de investimentos.

Se o capital disponível for entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, ele recomenda a compra e venda direta no mercado de ações. “Se o valor for acima de R$ 10 mil, é indicado investir na compra de ações, podendo já diversificar com investimentos em renda fixa”, disse Vasques.

Fonte:http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Economia/1577,,Investimento+e+alternativa+para+engordar+o+13.aspx

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