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Juros e dólar em alta – quais os impactos e como agir?

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aprovou o reajuste da taxa Selic em 0,5 ponto percentual, alcançando a marca de 14,25% ao ano, refletindo em todos os outros juros. A cotação do dólar vem em uma constante crescente e está hoje valendo R$3,49. Diante desse cenário, fica a pergunta: é motivo para pânico?

Aos que se encontram endividados, a notícia da alta da Selic realmente não é boa, no entanto, o momento não é para desespero, e sim cautela; é hora de mudar os hábitos errados em relação ao uso e à administração dos recursos financeiros, adotando uma postura mais consciente e sustentável. Para aqueles que pensam em viajar para o exterior e precisam comprar dólar, a situação também não é favorável.

Em relação ao aumento dos juros, as principais dívidas que precisam ser reavaliadas o quanto antes são as do cheque especial – 241,3% ao ano – e as de cartão de crédito – 372% ao ano. Caso contrário, a situação só vai piorar, formando uma verdadeira bola de neve. O momento suplica por uma mudança de comportamento em relação ao uso e à administração dos recursos financeiros.

Não podemos prever quando que o cenário econômico do país como um todo irá melhorar, mas podemos nos educar financeiramente e enfrentar o que vier, com saúde financeira. Portanto, o consumo desenfreado deve ser esquecido por completo, pois a palavra de ordem agora é planejamento, reestruturando o orçamento financeiro e assumindo o controle da situação. Há diversas palestras, livros e cursos – alguns até online e gratuitos – sobre o assunto, basta procurar.

Agora, aos que não possuem dívidas e, pelo contrário, são até investidores, a notícia das altas pode ser muito boa. Isso porque, para quem tem dinheiro em aplicações de renda fixa atreladas a Selic, como os CDBs pós-fixados, os fundos DI, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e títulos negociados via Tesouro Direto, por exemplo, vão ter seus rendimentos aumentados.

Mas daí muitos se perguntam se devem direcionar todos os seus recursos a essas modalidades de investimento. Na verdade, é preciso ser feita uma análise, estabelecendo quais são os prazos dos objetivos que se quer alcançar com esses investimentos. Nem sempre o que tem melhor rentabilidade é o melhor para se realizar o que você quer. Mas para os objetivos de curto prazo, as aplicações que citei acima são muito interessantes.

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