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Lula compara juro a roubo

Presidente diz que se sentiu “quase assaltado” ao pagar pelo uso do cheque especial pela primeira vez

Rio – Os juros ao consumidor atingiram o menor patamar desde julho de 1994, ano da implantação do Plano Real, segundo dados de setembro divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Mas as taxas voltaram a subir, o que deixou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva muito irritado. “Quando ganhei o meu primeiro cheque especial, achei que era gente fina. Mas quando vi que não podia pagar na data correta, percebi que que estava sendo quase assaltado pela quantidade de juros”, disse Lula.

O relatório do BC apontou que os juros do cheque fecharam julho em 167,3% ao ano, caíram para 161% ao ano em agosto, e alcançaram 162,7% ao ano, em setembro. O crédito pessoal saltou de 44,3% para 44,7% ao ano.

A irritação do presidente se deve ao fato de que as condições da economia estão favoráveis ao crédito de menor custo. As taxas de inadimplência caíram pela primeira vez desde setembro do ano passado, quando a crise financeira explodiu. Atrasos superiores a 90 dias recuaram de 5,9% em agosto para 5,8% em setembro. Além disso, o BC sinalizou que não pretende aumentar no curto prazo a taxa básica de juros (Selic) — referência para a economia.

Economistas também estranham as altas taxas. “Não faz o menor sentido aumentar. Mas é comum, nessa época do ano, o crédito ficar mais caro, porque sabe-se que o dinheiro do 13º salário vai entrar. O melhor a fazer é evitar o endividamento. O consumidor deve começar a poupar agora para comprar à vista no Natal”, defende o especialista em finanças Reinaldo Domingos.

João Carlos Gomes, da Fecomércio, afirma que não há motivo para o mercado elevar as taxas para cima. “Isso pode afetar 2010. É injustificável ter juros elevados na ponta, porque o BC já sinalizou que não vai elevar no curto prazo”, analisa o economista, que não acredita que o Natal será afetado.

Crédito terá mais expansão, diz Meirelles

O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que o crédito no País já voltou aos níveis pré-crise e vai crescer mais, com a retomada dos investimentos privados e a preparação para os eventos esportivos (Copa 2014 e Olimpíadas 2016). No comércio, o movimento já começou.

As lojas estimulam os gastos e anunciam em letras garrafais ofertas tentadoras para atrair consumidores com ofertas de pagamento só em janeiro e parcelamentos em até 10 vezes sem juros. Os cartões de crédito estão investindo: no Shopping Tijuca, por exemplo, a cada R$ 200 em compras no cartão Visa ou Visa Electron, clientes recebem cupom para concorrer ao sorteio de um carro zero.

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2009/10/lula_compara_juro_a_roubo_43055.html

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