Antes de comprar, cliente não pode se esquecer da despesa fixa que vem junto com um automóvel

 

Dez dias após o final do benefício de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos, ainda é possível achar carros com preço antigo, e as concessionárias usam essas últimas unidades com desconto para atrair mais clientes no fim de semana. Mas, antes de fechar negócio, é preciso fazer as contas e não se esquecer dos gastos que acompanham um automóvel.

 

Segundo o economista Ayrton Fontes, da consultoria automotiva MSantos, as concessionárias da Grande São Paulo devem ter perto de 26 mil veículos com alíquotas mais baixas. “Na quinta-feira foram emplacados mais de 3 mil carros na Grande São Paulo. Nesse ritmo, as ofertas resistem poucos dias, o fim de semana pode ser a última chance”, diz.

 

Várias montadoras e concessionárias anunciam as últimas unidades. Hoje e amanhã a rede Fiat abre entre 9h e 19h para liquidar os estoques. Já a Volkswagen realiza seu Golfest, em comemoração aos 30 anos do Gol, com feirão, sorteios e shows no Anhembi.

 

Para o consultor da ADK, especializada no setor automobilístico, Paulo Roberto Garbossa, os preços sem descontos não voltam cedo. “Além do IPI, montadoras reduziram custos e, com isso, ganharam em produtividade”.

 

Garbossa adverte, no entanto, que o preço não deve ser o único fator a ser ponderado. “O melhor momento para comprar carro é quando se tem dinheiro no bolso”, diz. Além do preço, há gastos inevitáveis, alguns deles em alta, como custos de manutenção, que inclui serviço de mecânica, funilaria e elétrica: eles subiram, segundo o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), 7,94% nos últimos 12 meses, contra 5,79% da inflação no período. Estacionamentos estão 18,4% mais caros do que há um ano e lavagem 8%.

 

“Todos têm que pagar o IPVA, licenciamento e seguro”, lembra o educador financeiro Reinaldo Domingos. “Mesmo que cada um seja pago em uma época do ano, os custos se diluem nos 12 meses”, observa.

 

Depois disso, vêm as despesas com combustível, reparos e manutenção. “Carro não é investimento. Mantê-lo custa 3% da renda mensal, e o patrimônio se deprecia 10% por ano.”

 

Fonte: //txt.jt.com.br/editorias/2010/04/10/eco-1.94.2.20100410.17.1.xml

 

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