Para dar conta de gastos com alimentação, vestuário, escola, saúde, transporte e despesas diversas, é preciso preparar o bolso: são cerca de R$ 476 mil até a formatura, baseado no rendimento de uma família de classe média, que ganhe em torno de R$ 4 mil mensais.

O grande diferencial para que o sonho de receber uma criança em casa não se transforme em pesadelo no orçamento doméstico é começar o projeto financeiro do filho antes mesmo de a mãe engravidar. O presidente do Instituto deEducação Financeira DiSOP, Reinaldo Domingos, determina como marco para o planejamento 18 meses antes do nascimento.

É o tempo que o casal precisa para identificar possíveis dívidas ou reservas e fazer as manobras necessárias para reordenar os gastos familiares. Antes de mais nada, é preciso fazer um diagnóstico das despesas. Reinaldo Domingos orienta o casal para que anote tudo o que está sendo gasto durante 30 dias, desde a padaria, supermercado, tarifas de água e energia, até as moedas do estacionamento e a pizza do final de semana. Com isso, é possível identificar onde estão os excessos e supérfluos que poderão ser cortados.

O segundo passo dos futuros pais é simular quanto será gasto com a criança: enxoval, equipamentos para o quarto, leite, fraldas, babá, escola, plano de saúde, entre outros. Só assim é possível traçar um plano de redução e reordenação de despesas para se adequar à nova realidade.

“O problema é que os pais só descobrem que eles não podem mais se preocupar apenas com o casal, mas com a vida de três pessoas, quando já estão apertados no orçamento”, afirma o coordenador do Centro de Pesquisas Econômicas e Mercadológicas (Cepem) das Faculdades Alfa, Aurélio Troncoso.

Para Reinaldo Domingos, ao se calcular o valor médio que um filho custará por mês, o ideal é que os futuros pais consigam juntar 50% a mais do total das novas despesas. “Essa reserva vai garantir os imprevistos que acontecem, como um problema de saúde, por exemplo.”

Se a família está endividada, é preciso uma mudança radical antes de decidir ter um filho, para que depois a situação não se transforme em um bola de neve. “Nesse caso, o diagnóstico das despesa é ainda mais essencial. E o casal deve ficar longe dos créditos e financiamentos”, afirma o presidente do Disop.

Segundo filho
Se os planos do casal são para o segundo filho, a conta fica diferente. De acordo com Aurélio Troncoso, a nova criança demanda mais 10% além do que a família já gasta com a primeira.

 

Fonte: //www.vitoria87fm.com.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=592:tem-nocao-de-quanto-custa-um-filho-ate-os-23-anos&catid=3:noticias