Especialistas recomendam usar o fundo para amortizar e até quitar a dívida

Quando o assunto é quitação do imóvel, o consumidor tem entre as alternativas usar o dinheiro investido ou vender um bem e, principalmente, usar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Para muitas pessoas, quando antes for feita a quitação da dívida, melhor. É uma preocupação a menos para o futuro e a casa fica desonerada, ou seja, livre para ser usada numa negociação para a compra ou troca por outro imóvel”, diz o advogado Antônio André Donato, especializado em Defesa do Consumidor. “Para que o negócio seja bem-sucedido, porém, o dono do imóvel deve se informar sobre os juros cobrados pelos bancos consultando um especialista no assunto, como um economista ou advogado especializado.”

Se os recursos do FGTS não forem suficientes para quitar, é possível amortizar a dívida, assim o consumidor poderá pagar prestações menores ou optar em diminuir o número delas. “O desejo das pessoas é pagar tudo de uma vez, e uma dica importante ao usar o fundo é não resgatá-lo integralmente, mantenha sempre uma parte do valor guardado, para ter maior liquidez”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

O consultor e educador financeiro Reinaldo Domingos concorda que manter uma reserva de dinheiro no FGTS é fundamental. Ele destaca também que o consumidor deve aproveitar as oportunidades de negociação dos bancos. “Para usar uma reserva de dinheiro para quitar o bem, o ideal é ter um bom desconto no saldo devedor. Se o desconto for pequeno, é recomendável continuar pagando as parcelas e investir o dinheiro para usá-lo com mais vantagem em uma nova negociação”, ressalta.

O melhor é manter uma reserva de dinheiro para qualquer eventualidade. “Ao fazer a antecipação do pagamento do financiamento, vale sempre projetar e fazer cálculos. Se, por exemplo, o valor é o único disponível, não vale à pena. O ideal é quitar o imóvel quando o consumidor tiver pelo menos 30% a 50% a mais em relação ao valor que vai ser usado”, recomenda.

Se o consumidor, por algum infortúnio, ficar sem recursos pode se ver obrigado a vender a casa quitada para obter capital e nem sempre essa venda vai resultar em um valor justo.” E.T.

Fique atento
Para quitar o saldo devedor do financiamento, o consumidor deve se planejar com
antecedência

Se você possui, por exemplo, o valor exato do saldo devedor, o ideal é fazer uma boa negociação com o banco onde foi feito o financiamento para obter um desconto ou continuar investindo o dinheiro para, no futuro, quitar o imóvel e ter liquidez, ou seja, uma reserva financeira para não ficar em apuros

Antes de procurar o banco, consulte um especialista (advogado ou contador) para auxiliá-lo nos cálculos

Nos postos de atendimento do Procon-SP, é possível fazer uma prévia dos cálculos. Basta levar o contrato de financiamento. Mais informações pelo site www.procon.sp.gov.br e pelo telefone 151

Se o banco cobrar taxa de liquidação antecipada, conteste, esta cobrança é ilegal. A
reclamação pode ser feita na própria instituição ou no Procon.

 

Fonte: //txt.jt.com.br/suplementos/imov/2010/04/23/imov-1.94.15.20100423.2.1.xml