Conheça todos os custos envolvidos para não contrair uma dívida pesada demais para seu contracheque

 

4. Lembre-se que um carro tem outros custos

Além do custo do financiamento em si, vale reforçar que um carro necessariamente exigirá outros gastos ao longo do tempo. IPVA, seguro, licenciamento, combustível e manutenção são apenas alguns deles. Segundo estudo do educador financeiro Reinaldo Domingos, do Instituto DSOP, o veículo custará mensalmente em torno de 3% do seu valor de mercado. “Consideradas essas variáveis, um carro de 20.000 reais requer cerca de 600 reais mensais para rodar. Imagine que o sujeito já esteja pagando 900 reais pelo financiamento. Se ele ganhar 7.500 reais, estará comprometendo 20% do seu orçamento com o veículo. E esse é o teto que deve ser dedicado para uma dívida de financiamento”, afirma.


 

Desde as corriqueiras multas de trânsito a eventos mais drásticos e imprevistos – como doenças ou perda de emprego – podem pegar o comprador de surpresa, comprometendo sua disponibilidade de caixa. “O marketing publicitário e a oferta de crédito fazem com que muitas pessoas realizem sonhos que não estavam dentro dos planos, mas principalmente dentro da conta bancária”, completa Domingos. Por isso, dedique parte da sua renda mensal a uma poupança, por exemplo, para evitar situações que inviabilizem sua capacidade de honrar a dívida do financiamento.

 

5. Se necessário, renegocie a dívida



Segundo dados da Anef, a inadimplência para o financiamento de carros ficou em 4,4% em 2009, o dobro da taxa atingida em 2005. “Por mais que você refine seus modelos de seleção, toda vez que aumenta o volume de crédito, você traz mais gente que acaba não conseguindo quitar o pagamento”, diz Adalberto Savioli, presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). Se você estiver prestes a engrossar esta lista, não se desespere. Ignorar os avisos de cobrança tampouco tornará o problema menor. Assim que perceber que o orçamento não comporta mais nenhum pagamento, tente renegociar a dívida no banco, esticando os prazos e diminuindo o valor das parcelas. Outra opção é tentar passar o carro adiante, vendendo o veículo – e a dívida – para outro comprador.

 

Caso permaneça inadimplente, é provável que você tenha o carro retomado. Como a garantia para a concessão do crédito é o próprio veículo, o automóvel permanece alienado ao banco até que o pagamento seja completamente quitado. A lei não determina um prazo mínimo para que o carro seja recuperado, mas as financeiras em geral protocolam a ação de busca e apreensão mediante um atraso de três meses. Uma vez notificado, o cliente tem cinco dias para saldar a dívida. Se isso não acontecer, o automóvel já poderá ser resgatado pelo banco e irá a leilão. O cliente tem direito ao reembolso de qualquer diferença se o valor obtido na venda for superior ao saldo devedor.

 

Diante da possibilidade de perder todo o dinheiro investido, o advogado Sérgio Bastos, do escritório Gualberto e Bastos, defende que o ideal é dar um passo para trás e trocar o veículo financiado por outro mais barato. “Os bancos permitem o refinanciamento, isto é, a transferência do gravame de um mesmo contrato. Assim, a garantia que era de um Vectra, por exemplo, passará a ser de um Celta. Entregando o primeiro carro, a pessoa ganhará a diferença de preço entre os veículos e poderá usar o dinheiro para quitar a dívida, além de continuar com um automóvel”, explica.

 

Nestes casos o contrato de financiamento permanece o mesmo. O que muda é a garantia, que passa de um veículo específico para outro. Portanto, os valores das parcelas continuarão iguais a não ser que o refinanciamento tenha rendido o suficiente para liquidar as prestações em atraso e antecipar o pagamento das que estavam por vir. Entretanto, o banco só concordará com a operação quando a garantia – o preço do Celta – for bem próxima do valor que o cliente estava devendo  – o financiamento em aberto do Vectra. Agindo desta forma, a instituição procura se precaver de outros atrasos, já que se o carro for a leilão, não há riscos do valor embolsado não cobrir a dívida.

 

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