Segundo especialista em finanças, 20% do contracheque de qualquer profissional precisa ser poupado

A independência financeira é desejo da maioria dos jovens. E fica aguçada assim que eles entram na faculdade, quando começam a surgir as primeiras oportunidades de estágio remunerado. Mas alguns fatores podem complicar a vida financeira dessa turma logo de cara. A afobação dos primeiros salários, assim como a inexperiência no trato com o dinheiro, os impulsos consumistas e as facilidades encontradas na obtenção de créditos em bancos fazem crescer o número de jovens endividados.

Como nunca tiveram orientação financeira, eles acabam gastando tudo o que podem e, depois, falta dinheiro para pagar a dívida. “Essas pessoas sofrem do analfabetismo financeiro. Não aprenderam a poupar e administrar dinheiro quando menores e, agora, se deparam com essa situação”, comenta o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos.

Quando conseguiu o primeiro emprego como free-lancer de uma empresa de eventos, Jeniffer Oliveira tratou logo de gastar o primeiro salário com o que quis. “O dinheiro entrou e pensei que estava rica. Comprei roupas, tênis, tudo o que eu queria. Fiquei toda endividada até com o cheque especial”, conta. Mas essa foi uma lição para a vida inteira. “Aprendi a administrar o dinheiro na marra. Depois que paguei essa conta, que virou uma bola de neve, nunca mais saí gastando o que não tenho”, afirma.

Saber poupar é primordial para qualquer pessoa, independentemente de ser jovem ou ter experiência econômica. “Gastar 80% do salário no máximo e poupar os 20% restantes seria o ideal. Ter um dinheiro de reserva é importante para algum imprevisto”, afirma Domingos. E é justamente o que faz o estudante de arquitetura Luis Gustavo, que sabe como organizar exatamente o destino da bolsa de estágio recebida. “Sempre deixo um pouquinho na conta para qualquer emergência e, mesmo que eu não utilize, fica acumulado para o próximo mês”, conta.

Para o futuro arquiteto, a educação e a boa administração financeira vêm do berço. “Meu pai sempre foi um ótimo administrador. Foi dele que tirei os bons exemplos e hoje consigo cuidar tranquilamente das minhas finanças”, revela.

Sem parcelas

Para o consultor financeiro Rogério Olegário, a mania que os jovens têm de parcelar compras agrava as dívidas. “É preciso entender que, em hipótese nenhuma, se deve parcelar uma compra. O certo é economizar por alguns meses se for preciso e depois fazer a aquisição à vista.” Gustavo é adepto dos pagamentos na hora e do planejamento. “Nunca parcelei compras. Sempre uso o dinheiro para aquilo que me é necessário, mas para pagar ali, na hora, ou quando tenho saldo para a fatura do cartão”, diz o estudante.

Outra forma de evitar cair na tentação é não aceitar as ofertas dos bancos. “Se puder, rejeite o cheque especial e o cartão de crédito. A não ser que a pessoa tenha certeza de que sabe usá-los com consciência”, indica a consultora financeira Gabriela Carneiro. Gabriela indica ainda alguns valores que podem tornar a estreia no mercado e a vida financeira mais tranquilas. “A primeira pessoa para quem você paga é você mesmo. Se ganha R$ 500, guarde R$ 100 na poupança. Com organização e planejamento tudo é possível”, afirma.

 

Fonte: //www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/trabalho/sup_trb_104.htm

 

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