Existem pessoas que parecem não conseguir viver sem dívidas. São aqueles que sempre estão com prestações atrasadas, cheque especial estourado ou com a conta corrente no vermelho. Nesse momento, é importante que essas pessoas liguem o sinal de alerta e busquem soluções para sair dessa situação.

A falta de dinheiro afeta muito mais do que o bolso da pessoa, ela pode ser causadora de stress, depressão, conflitos familiares e atrapalhar também a produtividade profissional. Por isso, ter disciplina nos gastos, planejamento financeiro, e organização são pontos fundamentais para trabalhadores que queiram viver sem dívidas.


Segundo o especialista Reinaldo Domingos “é muito comum escutar: ‘só consigo obter as coisas se fizer dividas’ e, infelizmente, isso é verdade para um grande número de pessoas, que fazem parte dos milhões de brasileiros endividados e que somente adquirem bens e produtos se contraírem prestações e financiamentos. Isso se deve a diversos motivos dentre os quais, a falta de educação financeira, além da facilidade de obtenção de crédito e o marketing publicitário, que cada vez é mais forte”. Um recente levantamento divulgado na última quinta-feira (25), pela Fecomércio de São Paulo, revelou que os vilões do endividamento são os financiamento de veículos (10%), crédito consignado (10%), cheque especial (10%), carnês (31%) e o grande campeão dos juros altos foi o cartão de crédito, com 68% dos endividamentos entre os trabalhadores. Mais da metade das famílias endividadas asseguram na pesquisa ter entre 11% e 50% da sua renda comprometida com dívidas em fevereiro.

Reinaldo Domingos ressalta que se as pessoas endividadas agissem de forma diferente, certamente, teriam muito mais bens e ainda conseguiriam investir em sua independência financeira. “É fundamental ter em mente que, quem tem prestações tem dívidas, quem tem dívidas paga juros, quem paga juros conquista menos em sua vida. Portanto, o melhor a fazer é primeiro saber o quanto custa o que se quer adquirir, guardar parte do que se ganha e realizar muito mais sonhos e desejos”.

O consultor Gustavo Cerbasi, um dos principais especialistas em finanças pessoais do país, aponta que quando o assunto é dinheiro, muitas pessoas começam o ano preocupadas com os meses seguintes. Em alguns casos, a dificuldade em quitar as dívidas faz com que muitos profissionais procurem especialistas e planos para sua própria organização financeira. Nesse caso, a procura por livros, cursos e programas especializados em educação financeira podem colaborar as pessoas a colocarem suas finanças em ordem.

Veja 10 dicas, elaboradas por Gustavo Cerbasi, para a pessoa se organizar e chegar em dezembro de 2010 com as finanças sem dívidas:

1) Guerra contra as dívidas. Se você está devendo, não fique empurrando com a barriga. Reúna a família, discuta o problema e decrete guerra às dívidas;

2) Simplifique sua vida. Não abra mão do lazer para conseguir pagar suas contas. Prefira diminuir o padrão da casa ou do carro, preservando sua qualidade de vida;

3) Contas na ponta do lápis. É importante aprender a fazer uma planilha de gastos, mesmo que simples, para que você tenha uma noção clara de sua realidade financeira;

4) Simplifique o controle. Não queira assumir um controle fantástico de suas finanças. Costumamos desistir de tudo que rouba nosso tempo. Guarde comprovantes em uma pasta e estude seus gastos uma vez ao mês;

5) Evite compras a prazo. Tendemos a esquecer das prestações, motivo que nos leva ao cheque especial.

6) Antecipe grandes gastos. Todo ano temos Páscoa, Dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, das Crianças e Natal, além dos aniversários. Se você sabe que terá grandes gastos nessas datas, comece a poupar para eles.

7) Crie uma reserva de emergências. Você deveria ter poupado dinheiro suficiente para três meses de seus gastos. Se não tem, comece a formar sua reserva agora.

8)
Contrate um plano de previdência privada. Cuide de seu futuro, mas comece poupando pouco, pois nesse dinheiro você não deverá mexer.

9) Dedique uma ou duas horas por mês ao aprendizado. Pode ser pela Internet, jornais ou livros. Estude principalmente sobre investimentos e impostos, para aprender a melhorar suas escolhas.

10)
Busque auxílio. Se alguma das dicas anteriores lhe parece impraticável, busque orientação de especialistas. O Your Life Finanças, por exemplo, é um dos serviços mais acessíveis do mercado para isso.

“É preciso conhecer o caminho do seu dinheiro, desde que entra em seu bolso no início do mês até o início do próximo, fazendo um bom diagnóstico financeiro”, complementa Reinaldo Domingos.

Fonte://www.giga7.net/spc/nomelimpo/208

 

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