Banco Real foi o primeiro a criar a conta universitária no país

 

Com o propósito de diminuir o endividamento dos jovens, a maioria dos bancos que oferecem contas para esse público está desenvolvendo programas de educação financeira. Por ser uma população adepta das novas tecnologias, as instituições os incentivam a gerenciar suas contas pela internet. Nos sites, é possível encontrar sistemas que administram o fluxo de caixa dos clientes e soluções para a poupança e outros investimentos. Tudo é claro, para não cativar a rapaziada.

 

O Banco Real, hoje controlado pelo Santander, foi o primeiro a criar a conta universitária no Brasil. Atualmente, tem parceria com 500 instituições de ensino superior no país e com mais de 800 no mundo. A receita foi seguida à risca pelos bancos públicos. O Banco do Brasil, por exemplo, tem a Conta Jovem, que deu lugar ao antigo BBTeen, na qual os clientes, de 12 a 16 anos, têm atendimento diferenciado, com acesso a internet e jogos.

 

“Nesse caso, o cliente deve ser representado pelos pais. Esse produto não tem limite de cheque especial nem de cartão de crédito. Só cartão de débito”, explica o diretor de Varejo do BB, Jânio Macedo. Segundo ele, se bem utilizada pelos pais, essa conta ajuda na educação financeira das crianças. “Os pais depositam a mesada e podem dar as primeiras noções de fluxo de caixa e de controle do orçamento para os filhos. A conta auxilia para que, no futuro, os jovens saibam fazer uma melhor gestão do seu patrimônio”, justifica o executivo.

 

Outro produto oferecido pelo BB é a conta pré-universitária, para consumidores de 16 a 18 anos, pessoas que, normalmente, conseguiram o primeiro estágio ainda no ensino médio ou trabalham como aprendiz. O pai, neste caso, funciona como fiador. Se o filho não paga a conta, a família arca com a dívida. “Nesse segmento a inadimplência é nula, já que o cliente é assistido pelo pai”, assegura Macedo.

 

A despeito do bom negócio para o banco, os pais não acham a situação tão boa assim. As queixas são inúmeras aos órgãos de defesa do consumidor. Mas os Procons, na maioria dos casos, estão de mãos atadas, pois todo o crédito fácil, normalmente, é autorizado pelos responsáveis dos jovens. “Não se faz educação financeira sem mudar os hábitos. Nossas crianças e jovens têm de aprender a poupar, a estabelecer suas prioridades e saber quanto custa cada coisa e quanto vai essa coisa vai pesar no orçamento. Mas tudo com muito critério”, conclui o educador financeiro Reinaldo Domingos.

 

Fonte: //www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=12388

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