Não adianta torcer para a armadilha do crédito fácil desaparecer. Se você acha que os bancos vão ficar com pena do consumidor desatento, espere sentado. Para evitar que os pedidos de empréstimo equivocados persistam, dizem os especialistas, o segredo é abusar da cautela e não ter medo de perguntar e exigir seus direitos.

Nisso, uma lupa pode ajudar. Afinal, os cuidados começam sempre pela proposta de abertura de conta ou pelo contrato. A orientação é clichê, mas continua valendo: antes de assinar, leia (e releia) tudo, tintim por tintim. Se surgir alguma dúvida, procure um advogado ou o próprio gerente da agência. “O consumidor precisa conhecer suas obrigações e direitos nessa conta bancária, lendo sobre o assunto e conversando com o gerente de igual para igual”, aconselha Reinaldo Domingos.

O ideal, aponta o educador financeiro, é que o cliente solicite a retirada da opção “cheque especial” do contrato. Retirada, aliás, que faz parte dos seus direitos e pela qual o banco não pode cobrar qualquer valor. “Incluir essa linha de crédito é praxe entre os bancos, mas o consumidor pode dizer que não a deseja.”

Para quem abriu a conta com o cheque especial, o jeito é recorrer ao diagnóstico financeiro, instrumento poderoso para evitar equívocos e endividamentos. Com esse acompanhamento, a pessoa terá consciência do quanto tem na conta bancária e de como pode usar aquele valor. Assim, fica mais difícil se iludir com valores “disponíveis”.

Aos que não se preocuparam com a prevenção e foram pegos pela armadilha, más notícias. De acordo com o coordenador do Procon Pernambuco, José Rangel, o cliente pode até denunciar o banco nos órgãos de defesa do consumidor ou acionar a Justiça, sob o argumento da falta de clareza na informação, mas, dificilmente, será liberado da dívida. “Como a pessoa deve ter controle sobre seu saldo e situação financeira, provavelmente, não vai se livrar do pagamento pelo empréstimo. No máximo, poderá fazer um acordo, buscar um parcelamento em melhores condições”, explica.

Fonte: //www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/17/economia12_1.asp

 

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