Sair das dívidas é tão difícil como é fácil entrar nelas. Para romper esse processo é preciso disciplina. Saiba o que fazer para não cair nesse buraco financeiro

Apesar de o país viver um período de crescimento econômico, dados apontam que a situação financeira da população não é tão confortável como a realidade sugere. Isso porque a estabilidade econômica é um dos fatores geradores de dívidas, pois as pessoas, confiantes no quadro positivo da economia, assumem compromissos na certeza que pagarão com facilidade. Mas o número de endividados mostra que facilidade e dívida são palavras que nunca deveriam ser colocadas numa mesma frase.

Mais de 42 milhões de brasileiros sofrem com o endividamento crônico, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que em torno de 22% da população tem dívidas impagáveis de acordo com os seus ganhos.

Para os educadores financeiros, o endividado crônico é quem não consegue saldar suas despesas e nem consegue mais crédito no mercado, tornando-se um inadimplente. “Nesse ponto a pessoa entra em um processo de falência econômica”, explica o educador, terapeuta financeiro e presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

São vários fatores que aumentam um grupo, grupo esse que rende dividendos às instituições financeiras. Especialistas em finanças pessoais apontam o crédito fácil, cotidianamente anunciado sob diferentes formas – “empréstimos sem restrição”, “sem consulta ao Serviço de Proteção ao Crédito”, “dinheiro vivo, na hora” – e ainda o uso crescente do cheque especial como os principais vilões do endividamento crônico. “Discutir planejamento financeiro, ou melhor, falar sobre dinheiro sempre foi e continua sendo um tabu. Por isso lidar com o crédito, que é um beneficio, se tornou um grande problema principalmente porque temos juros muito altos”, afirma o consultor financeiro e sócio do blog Dinheirama, Ricardo Pereira.

Felizmente, essa epidemia tem cura. A primeira resolução a tomar para não contrair mais dívidas é controlar o impulso consumista. Mas as pessoas acabam se deixando levar pelos apelos publicitários, que geralmente incentivam compras em parcelas “a perder de vista”, e que oferecem a ilusão de que parcelas pequenas sempre cabem no bolso. “O endividado crônico compra o que não precisa, com um dinheiro que não tem para impressionar quem nem conhece”, diz Domingos.

Outras vezes, no entanto, não é exatamente um impulso consumista, mas um evento extraordinário que faz com que a pessoa perca o controle financeiro da sua vida. Nesse tipo de situação, a recomendação dos especialistas é que o endividado se esforce ao máximo no corte de gastos possíveis, de forma a sair rápido da situação e não deixar a situação se perpetuar.

Segundo os especialistas, as cinco principais causas do endividamento temporário são: má administração dos recursos, divórcio, doença, desemprego e a falta de um fundo de emergência. “Existem vários fatores, mas todos poderiam ser administrados para não se tornar uma situação crônica, caso as pessoas fossem educadas para lidar com dinheiro”, explica Domingos.

A educação visa, sobretudo, o equilíbrio financeiro, que nada mais é do que não ter mais do que 30% do orçamento mensal líquido comprometido com o pagamento de prestações. A lição a aprender é: sempre que uma nova compra levar o endividamento para acima deste teto, opte por adiar a compra até conseguir quitar outra dívida. Se o grau de endividamento é muito alto, basta uma pequena adversidade financeira para se endividar novamente.

Fonte: //www.istoedinheiro.com.br/noticias/35878_FUJA+DO+ENDIVIDAMENTO+CRONICO

 

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