Família precisa ficar unida para entrar em 2011 com as contas equibilibradas. O Diario dá o caminho das pedras

´Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender`. É o mantra das festas da virada do ano. Mas nem sempre é possível colocar as dívidas em dia e começar o ano com as finanças equilibradas. A dificuldade começa com a filosofia de vida ´cada um por si`. As famílias costumam tratar o orçamento doméstico de forma individualizada, sem combater o endividamento de forma coletiva. Como exercício para o ano novo, os consultores financeiros recomendam que as pessoas sentem à mesa para fazer um balanço dos gastos, eleger as prioridades e definir como realizar os sonhos em 2011.

A primeira lição é convocar todos para uma reunião familiar antes de terminar o ano. Em pauta: o balanço do que foi feito e os projetos para o próximo ano. ´É necessário colocar todos os sonhos à mesa, seja das crianças, do marido, da mulher, além dos projetos individuais e coletivos para mobilizar todos na mesma direção`, ensina o educador financeiro Reinaldo Domingos. O segundo passo é fazer o dever de casa com um apontamento diário dos gastos. Cada membro da família deverá anotar os itens das despesas e o total do desembolso ao fim do mês.

Segundo Reinaldo, a partir da análise das despesas correntes a família poderá identificar se existem gastos supérfluos, despesas em excesso e se há endividamento doméstico. ´Há dívidas mascaradas, com o parcelamento do cartão de crédito, por exemplo, que podem comprometer o orçamento familiar nos próximos doze meses`, destaca. Para ter a dimensão real das dívidas é necessário identificar se existem compromissos assumidos que possam desequilibrar as contas no futuro.

O educador financeiro, diretor do Instituto DSOP, recomenda que seja feita a seguinte conta: se a família tem renda mensal de R$ 3 mil e tem despesas fixas e parceladas que somam R$ 500, deve se conscientizar que só tem R$ 2,5 mil disponível para os demais gastos. Além disso, as pessoas devem ficar atentas às despesas fixas (água, luz, telefone, gás), que passam despercebidas e podem fazer a diferença ao fimdo mês.

Pesquisa realizada pelo Instituto DSOP mostra que 20% dos gastos de uma família são supérfluos ou em excesso. Veja a diferença: se uma família que tem renda mensal de R$ 3 mil conseguir cortar 20% (R$ 600) a cada mês, ao final de doze meses terá economizado R$ 7,2 mil.

Cada perfil

A receita do controle do orçamento doméstico depende do perfil de cada família. Aquelas que já estão endividadas devem cortar despesas e jamais pedir dinheiro emprestado na praça para saldar as dívidas. O perigo mora ao lado das que estão equilibradas financeiramente, porque entram na zona de conforto e podem cair na tentação de consumir e se endividar. Se você já é um investidor deve sair da acomodação, observar os seus objetivos e readequar os investimentos de acordo com o tempo de realização dos seus sonhos.

Reinaldo Domingos recomenda que o time dos endividados jogue aberto em casa. Nada de esconder os problemas financeiros da família, porque todos terão que colaborar para fechar as contas no fim do mês. Antes de buscar um acordo financeiro com os credores procure reassumir o controle financeiro, para conseguir honrar os compromissos futuros.

Se a família consegue fechar as contas, mas gasta tudo o que ganha deve ficar com o pisca em alerta em 2011. Domingos lembra que o equilibrado está numa zona de risco e exposto aos apelos do consumo. Ele orienta que a família nessa situação deve identificar onde está indo o dinheiro no fim do mês para cortar a gordura.

Fonte: //www.diariodepernambuco.com.br/2010/12/09/economia10_0.asp