Com a retomada da vida escolar, é chegada a hora de mostrar às crianças qual o valor do dinheiro

Dois meses são mais do que suficientes para a inflação chegar com força no dia a dia das crianças e adolescentes. Isso porque, no intervalo entre o fim de um ano letivo e o começo de outro, quase tudo que elas consomem no ambiente escolar sofre um aumento de R$ 0,10, R$ 0,25 ou R$ 0,50. Tudo bem, não é nada demais para você. Mas para os baixinhos pode significar peso extra no bolso e, eventualmente, alguma frustração. Problemas à vista? Não. Oportunidades. Segundo especialistas em educação financeira, este é o momento ideal para que os pais ajudem os filhos a entender o tal mundo do dinheiro.

A retomada da vida escolar, depois do período de férias, significa uma mudança de horários e atividades, que termina por se refletir no campo financeiro. Afinal, durante os próximos quatro ou cinco meses, a criança ou adolescente vai passar boa parte dos seus dias longe dos pais e, provavelvemente, terá muitas chances de gastar o dinheiro que recebe deles. O importante, segundo o educador Reinaldo Domingos, é fazer com que essas “chances” sejam bem aproveitadas. Missão que pode se tornar mais fácil através da implantação de uma mesada ou semanada.

O especialista acredita que a concessão de um valor fixo leva o jovem a se afastar dos impulsos. “Tive uma experiência pessoal com isso. Gastava R$ 1,1 mil por mês com minha filha e decidi implantar uma mesada de R$ 600. Depois de alguns meses, ela conseguiu até fazer uma poupança”, conta. Quem também segue à risca os próprios conselhos é a consultora financeira Aldineide Rios. Em casa, ela usa a mesada como elemento regulador. “Com essa renda, a pessoa aprende a ter limites. É importante que os pais não liberem mais dinheiro se ele gastar tudo nos primeiros 15 dias, por exemplo”.

Mas se engana quem pensa que a consciência financeira surge através do controle “mão de ferro”. O ideal é que os filhos participem da vida financeira familiar, tendo voz nas conversas sobre o assunto – especialmente, aquelas com conteúdos positivos. “Como eles gostam de pensar em sonhos,é bom que tenham lugar nas reuniões de planejamento. Nada de colocá-los para discutir corte de gastos”, diz Domingos.

As etapas da educação financeira para crianças e adolescentes

Até 5 anos: a criança tem contato com o dinheiro, mas não entende muito sobre ele. Os pais devem fazê-la perceber que aquilo pode ser um caminho para realizar determinados sonhos e, assim, estimulá-la a poupar. A ideia é: “Quer comprar um pirulito hoje ou guardar e comprar uma caixa de chocolate na semana que vem?”

A partir dos 6 anos: a criança entra no ensino fundamental e começa a ter uma nova visão da vida. Com conhecimentos sobre o alfabeto e os números, estará capacitada para fazer as primeiras contas. É a hora de dar uma “semanada”, que tem uma vantagem: é mais fácil de controlar.

Por volta dos 10 anos: a criança ou pré-adolescente tem certa vida social (cinema, festinhas, shopping), mais autonomia e condições de se planejar por mais tempo. Este é o momento de os pais implantarem uma mesada, reforçando a ideia de poupar para realizar sonhos e projetos de médio ou longo prazo.

Por volta dos 15 anos: O jovem está pensando em trabalhar, votar, dirigir# em virar gente grande. Para que ele não comece a vida adulta com o pé esquerdo, os pais devem investir na conscientização sobre gastos e economias. Convém frear despesas irrelevantes e se recusar a liberar mais dinheiro quando a mesada acabar.

 

Fonte: //www.diariodenatal.com.br/2011/01/24/economia1_0.php

 

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