A Credicard lançou neste mês em parceria com a Brazilian Mortgages uma linha de crédito de refinanciamento imobiliário, em que o consumidor dá um imóvel como garantia para tomar um empréstimo a taxas de juros menores, em torno de 1,16% ao mês, mais correção pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que foi de 1% em fevereiro. Naquele mês, a taxa de juros média geral de crédito para pessoa física foi de 6,73%, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Nesse cálculo, entraram os juros do cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal contraído nos bancos e nas financeiras, juros do comércio e crédito direto ao consumidor (CDC) oferecido por bancos.

Apesar dos juros baratos, o comprador pode perder o imóvel caso não consiga pagar as prestações e nem renegociar a dívida, já que a financiadora fica como proprietária da casa enquanto o saldo devedor não é inteiro quitado, como acontece nas hipotecas. Mas no refinanciamento, o dinheiro obtido com o empréstimo pode ser destinado a qualquer fim.

Segundo o superintendente de produtos de financiamento da Credicard, Maurício Cascardo, o novo produto permite que um proprietário compre um novo imóvel sem se desfazer do antigo, por exemplo. “O refinanciamento imobiliário pode ser uma forma de crescimento patrimonial, porque ele pode dar uma entrada em um novo imóvel e, depois de ocupar o novo, alugar o antigo”, afirma.

De acordo com pesquisa feita pela Credicard, citada por Cascardo, consumidores afirmaram sentir falta de um produto de capitalização para empreendimentos, como para o profissional recém-saído da faculdade que não possui recursos para montar um escritório, por exemplo, e acaba utilizando um dos imóveis da família para contratar financiamento a juros mais baixos. “Com o produto, conseguimos atender uma demanda reprimida de quem busca empréstimos de alto valor por longo prazo, que ainda são pouco comuns no Brasil”, diz Cascardo.

O empréstimo, que pode ter prazo de pagamento de até 30 anos, tem que ser de entre R$ 25 mil e 750 mil, em “troca” de imóveis avaliados entre no mínimo R$ 50 mil até R$ 1,5 milhão – o financiamento não pode ser superior a 50% do valor de avaliação do imóvel.

O imóvel dado como garantia é avaliado por técnicos da Brazilian Mortgages. Depois, a Credicard analisa a renda do proprietário, que não pode ser comprometida em mais de 30% para o pagamento das prestações do empréstimo. O financiamento funciona como todo crédito imobiliário, mas além da documentação comum é preciso também comprovar que o imóvel dado em garantia não está sendo usado em nenhuma outra operação.

Contudo, o educador financeiro do Instituto DSOP Reinaldo Domingos, afirma que não é saudável colocar em risco um bem já quitado para alavancar dinheiro.

Fonte://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20110421145625&cat=economia&keys=credicard-lanca-refinanciamento

 

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