A casa própria é um dos principais sonhos dos brasileiros. Mas, qual será a melhor forma de comprar um imóvel?


Segundo o educador financeiroReinaldo Domingos, o melhor negócio é comprar à vista, pois o consumidor foge dos juros e tem a vantagem de consegui um desconto com o vendedor.

Mesmo assim, alguns cuidados são necessários, principalmente, em relação aos gastos extras, que são consideráveis, com taxas cartoriais e bancárias, além de itens como mudança, condomínio e mobília. “As famílias não pensam nestes pontos e aí que se endividam”, analisa Domingos. Entretanto, pagar à vista nem sempre é possível. Veja as vantagens e desvantagens de outras opções:

Consórcio

Como segunda opção, Domingos recomenda um consórcio para quem não tem urgência em mudar e tem disponibilidade de uma verba de investimento mensal. “Neste caso, se pagará menos e, se tiver sorte, poderá ser sorteado e ganhar a casa rapidamente, além de também poder economizar para dar um lance com economias extras.”

Financiamento

Depois das opções, o educador financeiro cita o financiamento. “O grande problema é que, ao comprar uma casa financiada, se firmará um compromisso mensal.” A dica para poupar, segundo Domingo, é fazer uma estimativa dos gastos totais, avaliar quanto falta para atingir o montante e diagnosticar quanto pode ser economizado por mês.

Domingos lembra que é fundamental ter em mente que o financiamento é uma dívida de valor, “que deverá ser honrada mensalmente e que existem os juros que, somados ao longo do contrato, podem significar o pagamento de duas até três casas.”

No caso de pagar aluguel, o financiamento pode ser uma ótima alternativa, ressalta Domingos. Se a pessoa não pagar aluguel, uma alternativa é guardar o valor da prestação do financiamento, em qualquer tipo de investimento conservador, “assim, em sete ou oito anos, poderá comprar a casa à vista e não pagar juros. É preciso entender que o dinheiro aplicado rende juros, enquanto que o financiamento se paga juros.”

Segundo o educador, o grande desafio enfrentado para a compra de uma casa própria são as dívidas sem valor, aquelas contraídas nas compras de produtos e serviços que muitas vezes não agregam valor. “Estas acabam desequilibrando o orçamento financeiro mensal e com isso perde o foco no bem de valor que é a casa.”

Fonte://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/economia/2013/07/09/casa-propria-consorcio-financiamento-ou-a-vista.htm