Estamos perto do Natal e do réveillon e não dá para não chamar atenção para as despesas desse período. A gente pode até dizer que não quer gastar muito, que vai comprar só umas “lembrancinhas” e tal. Mas, no fim das contas, desembolsa mais do que pretendia.


Tudo bem se for um pouquinho a mais. Mas só um pouquinho, até porque 2015 está aí e todo começo de ano a gente tem que encarar uma série de compromissos financeiros. É IPTU, IPVA, anuidade de conselho profissional, fatura do cartão com os gastos pré-Natal. Quem tem filho ainda precisa pagar escola, comprar fardamento e material. E muita gente ainda sai de férias em janeiro.

O educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia financeira, tem algumas orientações para quem quer (ou precisa) gastar, mas pretende ficar longe do endividamento e ainda conseguir poupar. Se você não está nem aí para suas finanças, acha que “tudo acaba dando certo”, só posso lamentar. Mas se estiver atrás de dicas, dê uma lida até o final. Alguns conselhos são até óbvios, mas são sempre válidos.

1. Evite as compras por impulso

Faça algumas perguntas antes de comprar: Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas coloca em risco a realização dos sonhos priorizados com a família?

2. Planeje o seu fim de ano

Liste os ganhos do período (renda e ganhos extras como 13º, bonificações e férias). Liste as despesas, tanto as fixas quanto as variáveis. Avalie sua situação financeira. Há margem para novos gastos? Há pendências financeiras? Faça um esforço para identificar excessos, que geralmente representam 30% das despesas das famílias brasileiras. Avalie também quanto poderá reservar para comprar presentes, artigos das festas de fim de ano, preferencialmente à vista.

3. Planeje-se para 2015

É fundamental evitar parcelamentos das compras de final do ano. Na empolgação do consumismo típico da época, esquece-se que os rendimentos extras, também típicos do período, não persistirão pelo ano seguinte. Mas se o parcelamento for inevitável, faça uma planilha em que o valor já comprometido esteja previsto nos meses correspondentes. Sem esse controle, é certo o acúmulo de dívidas e o risco da inadimplência.

Não é tão difícil, vamos combinar. Quer outra dica? Peça desconto na hora de comprar. Tem vergonha de pechinchar? Então vire um ator ou atriz por alguns minutos. Você não vai ganhar o Oscar, mas pode sair da loja com alguns reais a mais no bolso.

Fonte://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/?p=19062