Considerado pelos especialistas como um dos melhores investimentos disponíveis, o Tesouro Direto ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Mas afinal, o que é o Tesouro Direto?


Trata-se de um programa idealizado pelo Tesouro Nacional e desenvolvido em 2002, em parceria com a BMF&F Bovespa, para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet.

O objetivo é oferecer às pessoas em geral o acesso a títulos públicos. “São títulos ativos de renda fixa, pois sua remuneração pode ser especificada no momento do investimento”, explicou o Educador Financeiro DSOP Edward Claudio Jr., especialista no assunto. “Quando compra um título do tesouro, você empresta dinheiro ao Governo em troca de, no futuro, receber uma remuneração por este empréstimo com juros. O Governo utiliza estes valores para investir em saúde, educação, infraestrutura e outros”.

O investimento em Tesouro Direto oferece diversidade de opções no que diz respeito à rentabilidade, sendo possível investir em títulos de renda prefixada, pós-fixada (ligada à variação da inflação) ou baseada na Selic (taxa básica de juros).

“O Tesouro Direto possui títulos com diversos prazos de vencimento que podem se adequar aos objetivos financeiros dos investidores. Oferece ainda uma boa rentabilidade e liquidez diária e é uma excelente oportunidade para realizar um bom planejamento financeiro, sem complicação”, apontou Claudio Jr.

Segundo o Educador Financeiro DSOP, este investimento oferece bastante segurança. “É considerado a aplicação com menor risco do mercado, pois é 100% garantido pelo Tesouro Nacional. Além disso, é acessível a qualquer pessoa e não precisa de valores elevados para aplicar”, destacou o especialista.

Como investir no Tesouro Direto?

Para investir no Tesouro Direto é necessário ter um CPF e uma conta corrente em alguma instituição financeira.

Em seguida, deve-se escolher uma instituição financeira (banco ou corretora) que fará a intermediação das transações com o Tesouro Direto, sendo o agente de custódia dos títulos.

Faça o cadastramento na instituição financeira escolhida, quando será solicitada uma documentação para que a instituição abra uma conta no nome do investidor para operar com o Tesouro Direto.

Em seguida, o investidor recebe uma senha provisória da BM&FBovespa para o primeiro acesso à área restrita do Tesouro Direto, onde são realizadas as operações de compra e venda dos títulos, assim como consultas a saldos extratos.

Neste primeiro acesso deve-se trocar a senha provisória por uma nova senha e à partir daí o investidor esta habilitado a operar com os títulos públicos.

O próximo passo é definir qual título é mais adequado para realizar os objetivos financeiros.

No próprio site do Tesouro Direto existe uma ferramenta “Orientador Financeiro” que auxilia o investidor a escolher o título mais apropriado.

Quais os canais para investir?

Existem três canais para realizar a aplicação:

· Através do site do Tesouro Direto: com a sua senha, você acessa a área restrita do site e realiza a compra, a venda, a programação de investimentos, a consulta de extrato, dentre outras transações;

· Através do site da sua Instituição Financeira: algumas instituições habilitadas integraram seus sites ao do Tesouro Direto, tornando-se um agente integrado. Isso significa que você pode comprar e vender títulos públicos no site da própria instituição financeira, a qualquer momento, com os mesmos preços e taxas do site do Tesouro Direto.

· Por meio de sua Instituição Financeira: você autoriza sua instituição financeira a negociar títulos públicos em seu nome. Procure saber se a instituição que você escolheu oferece essa funcionalidade.

* Com informações do site do Tesouro Direto

Por Pablo Ribera / DSOP