Ter dívidas e estar inadimplente são dois conceitos bastante próximos e que podem ter relação entre si. Por isso, é comum que surjam dúvidas sobre o que é endividamento e se há diferença para inadimplência. Embora ambos remetam a dificuldades financeiras, as consequências para o consumidor mudam bastante.


O que é endividamento?

A primeira e mais importante informação que você precisa saber quando se questiona sobre o endividamento é que ele, por si só, não é um problema.

Segundo a educadora financeira Cíntia Senna, o termo significa unicamente que você fez uma compra e postergou o pagamento, ou seja, contraiu dívidas por não ter os recursos financeiros para pagar no ato (ou por não querer utilizá-los na quitação).

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Estar endividado é uma realidade para cerca de 60 milhões de brasileiros, segundo a Serasa Experian – ainda que parte deles possa estar na condição e manter as contas estão sob controle.

O problema começa quando as dívidas ficam mais altas do que os recursos disponíveis e você não consegue quitá-las. É nesse caso que você entra para o grupo dos inadimplentes.

É aí que reside a diferença entre o endividamento e a inadimplência. Se você comprar um armário novo e parcelar em 10 vezes, estará em dívida com a loja. Porém, se a data de vencimento chegar, você não tiver dinheiro e deixar de pagar a parcela, se tornará inadimplente.

O grande perigo de estar inadimplente, segundo Cintia, é que essa condição dá início a um ciclo de desequilíbrio financeiro. “Inadimplência é ter dívidas e não conseguir mais pagá-las em dia, começar a ter atrasos e buscar por outras linhas de créditos para saldar um determinado valor que o salário não mais comporta”, ilustra ela.

Como fica claro, endividamento e inadimplência são situações diferentes. Mas têm relação. “O endividamento é o primeiro passo para chegar à inadimplência, pois só poderei um dia ficar inadimplente porque, em algum momento, eu me endividei e não planejei”, explica.

Previna e contorne as dívidas

Agora que sabe o que é endividamento e inadimplência, que tal fugir desse cenário negativo? Cintia indica a necessidade de conhecer o quanto se deve em cada estabelecimento (ou para amigos e familiares), admitir o problema e calcular o valor exato do montante.

Ela dá quatro dicas para quem quer prevenir-se das dívidas ou livrar-se das que já tem. Confira:

1. Conheça seus números

Faça um diagnóstico e entenda com o que gasta a sua renda. A partir disso, analise se as atuais despesas são necessárias na sua vida.

2. Defina sonhos e objetivos

Ter metas para serem realizadas em curto, médio e longo prazo ajudará você a pensar, pesquisar e poupar. Pense naquilo que você gostaria de conquistar em até dois anos, em cinco anos e em mais de 10 anos. Depois, comece a agir para isso.

3. Faça um orçamento

Antes de contrair qualquer dívida, procure montar um orçamento e colocar todas as parcelas que pretende pagar. Veja se elas caberão no seu bolso e analise se é possível comprometer essa parcela da sua renda naquele momento.

4. Evite impulsos

Não compre aquilo que não pode pagar. Planeje o que quer e o que precisa, organizando-se para gastar somente nos itens que podem ser pagos com a sua renda.

Fonte://www.vivoseudinheiro.com.br/saiba-o-que-e-endividamento-e-sua-diferenca-para-inadimplencia/