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Tenho certeza que poucos sabem que 31 de outubro é considerado o Dia Mundial da Poupança. Isso porque é pouco divulgado; as entidades, empresas e pessoas poderiam explorar muito mais, no intuito de cumprir com o objetivo da criação da data: conscientizar sobre a importância de poupar.

E é por isso que vamos falar sobre o assunto no artigo de hoje. Pergunta rápida: como está a sua vida financeira? Sei que muita gente vai dar as desculpas de sempre, que não gosta de lidar com as finanças, que não sobra dinheiro, que estamos passando por uma crise, etc. No entanto, me questiono até quando as pessoas vão se enganar dessa maneira e começar a perceber que a mudança só depende delas.

É claro que os fatores externos podem atrapalhar – especialmente quando se enfrenta um desemprego, por exemplo –, mas o que quero dizer é que é o nosso comportamento diante de um assunto que faz com que consigamos praticar as atitudes corretas. Está na hora de mudar a maneira como pensamos, encaramos, administramos e usamos o dinheiro, para que ele seja um aliado em prol das nossas realizações. E é aí que entra a educação financeira!

Como começar?

Se você tem dificuldade de saber como iniciar esse processo, pode usar a data como incentivo para finalmente sair do lugar. Envolva todos da família, assim, um ajuda o outro. Há vários artigos, livros, e-books, matérias, palestras e até cursos – alguns online e gratuitos – que abordam a questão da educação financeira, basta procurar.

Para aqueles que já estão prontos – psicologicamente – para começar, aqui vão algumas orientações:

– Sempre tenha objetivos traçados. Quando poupamos por poupar, sem ter um propósito, é mais fácil o dinheiro acabar sendo gasto com supérfluos ou até mesmo por impulso;

– Tire da cabeça e ponha no papel. Muitas vezes, as pessoas sonham, mas não fazem, de fato, um planejamento para realizar. Pesquise sobre o que gostaria de fazer/comprar, busque e analise as opções, pesquise preço e descubra quanto poderá poupar mensalmente para cada um desses objetivos, simultaneamente;

– Dívida não pode ser a única meta. Óbvio que, quem está endividado, está sempre tentando dar um jeito de quitar, mas esse não pode ser o único objetivo, afinal, viver só pra pagar dívida não é incentivo nenhum para mudar de vida.

– Aposentadoria e reserva financeira devem ser priorizados. Temos que viver o presente sim, nos programar para conseguir realizar experiências de vida, no entanto, ninguém está livre de imprevistos. Por isso, é muito importante poupar também pensando em criar uma reserva financeira (em caso de desemprego, problemas de saúde, viagem inesperada, etc.) e na aposentadoria tranquila (não dependendo do INSS).

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.