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Com planejamento e envolvimento familiar, economizar nas festas de final de ano se torna uma meta mais fácil de ser atingida. Pesquisa de preços e reunião com outras famílias está entre as dicas de especialistas

Comumente marcado por viagens, ceias de Natal e pela troca de presentes entre amigos e parentes, o final de ano é muito esperado pelo comércio, tendo em vista que o nível de consumo no período festivo tende a dar um salto. Por isso mesmo, a efeméride merece atenção e cautela por parte do consumidor, prestes a se deparar com os gastos extras que chegam junto ao novo ano, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos afirma que, antes de qualquer tomada de decisão, é importante que o consumidor tenha real consciência sobre em que situação financeira está: em equilíbrio financeiro, se está como investidor ou endividado/inadimplente.

“Cada situação dessas tem uma análise diferente e as pessoas que estão em uma situação difícil têm pouca condição de análise; têm até medo de olhar para mais do que os olhos veem”, lembra Domingos.

Segundo o educador financeiro, em 95% das situações, os brasileiros estão em equilíbrio, ou seja, gastando exatamente o que ganham mensalmente, ou em endividamento, gastando mais do que recebem.

“O endividado é a pessoa que perdeu o controle da vida financeira e precisa tomar decisões, como mudar de comportamento de consumo, selecionar os gastos e usar melhor e de forma mais consciente o dinheiro”, diz.

Orçamento familiar

Vitor Leitão, economista, conta que o principal segredo para equilibrar bem as finanças é focar sempre no planejamento, priorizando o orçamento familiar. “Em primeiro lugar, é importante fazer junto com a família uma estimativa do que devem ter de receita ao longo do final de ano e o que devem pagar, os gastos fixos, planejando festa e presentes para evitar o endividamento”, afirma o especialista.

Vitor também indica a pesquisa de preços de produtos como a alternativa mais efetiva para poupar na ceia. “A inflação é muito alta, principalmente de alimentos. Os preços neste período deverão estar bem salgados e é preciso pesquisar bastante”, diz ele.

De acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), 66,2% dos consumidores de Fortaleza estão endividados em outubro.

22% dos consumidores têm dívidas em atraso, com 8,4% classificados como inadimplentes em potencial.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.523, com prazo médio de oito meses, comprometendo 37,3%.

Itens de alimentação (68,4%) foram a principal causa de endividamento.

Fonte: //www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2016/10/31/noticiasjornaleconomia,3666945/como-evitar-uma-ressaca-financeira.shtml