Diversos fatores influenciam a estabilidade de um negócio. Quando o assunto são as finanças, misturar as pessoais com a da empresa é um dos indícios de má administração e pode causar até a falência. Para ter segurança, o empreendedor deve investir naquilo em que ele tem conhecimento, além de se capacitar para entender como gerenciar financeiramente o negócio.

Empreendedor

Segundo Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), “ao querer empreender é preciso conhecer os custos envolvidos diretamente nesse processo”. Para isso, o plano de negócio é ideal. Com ele, o investidor saberá a viabilidade da ideia.

De acordo com o último estudo da sobrevivência das empresas feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), entre as principais variáveis que contribuem para a mortalidade dos negócios estão o curto tempo para planejar, o não acompanhamento da evolução das receitas e das despesas e a falta de capacitação em gestão empresarial. Todos esses fatores se relacionam diretamente com as finanças.

Para as situações fora do controle, Fabrício Barreto, orientador de negócios do Sebrae, diz que a opção é “utilizar a ferramenta de fluxo de caixa, levantar as dívidas que a empresa tem e avaliar a capacidade do negócio na geração dos resultados”. Com a análise gerada a partir desse acompanhamento, o empreendedor que está em período instável terá a condição de crescer e a voltar à segurança.

No final das contas, o trabalhador não deve empreender apenas no negócio, mas também na pessoa física, na sua família e em sua capacitação. “Tem que dominar o dinheiro que entra e que sai, seja em qualquer setor, porque um influencia o outro”, diz Domingos. Buscar consultorias e qualificação é “importante para fazer análises e saber exatamente o que é preciso fazer na hora de tomar decisões”, completa Domingos.

Aprendizado

A lição sobre a importância de separar contas pessoais das da empresa foi duramente aprendida por Alexandra Garcia, dona de um restaurante no bairro do Canela. “Acabei misturando as contas pessoais com a da empresa e tudo ficou desorganizado. Há dois anos, as coisas tomaram um rumo ainda pior”, lembra. “Quando eu não tinha dinheiro da empresa para pagar determinado título, eu tirava da minha conta de pessoa física. Além disso, nesse meio tempo, eu decidi construir a minha casa e não fiz um planejamento de quanto eu deveria tirar do caixa e se a empresa tinha dinheiro suficiente para reembolsar esse gasto. Eu já não tinha o capital de giro e acabei gastando muito mais do que deveria, o que afetou diretamente os negócios. A solução foi cortar os custos pessoais e da empresa por meio da demissão de funcionários”, completa.

A situação começou a ser superada depois que a empresária fez um curso no Sebrae. “Foi um divisor de águas”, reconhece. “Hoje eu tenho o desejo de mudar de ramo, tentarei montar uma nova empresa com os pés no chão, com planejamento, plano de negócio, metas e objetivos. Para a pessoa que quer empreender, a minha dica é saber com clareza se aquilo é mesmo o que ela quer”, fala.

Fonte: //goo.gl/0LE8NM

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