O desemprego vem caindo desde o início do ano, de 14,2 milhões no primeiro trimestre para 13,8 milhões entre março e maio, segundo o IBGE. Veja orientações para quem se recolocou no mercado de trabalho criar uma reserva financeira e ter um futuro seguro.

Futuro seguro

“Se você perdesse o seu ganho mensal, por quanto tempo conseguiria manter o seu atual padrão de vida? Quem passou pelo desemprego sabe a importância de ter uma reserva financeira. Com uma quantia para as necessidades básicas, evita-se recorrer a empréstimos e se endividar, entrando em uma bola de neve financeira” orienta o presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

Ter uma reserva financeira para o curto e médio prazo é importante, contudo, frente a reforma na Previdência, o trabalhador deve pensar especialmente em sua aposentadoria, segundo o especialista. “É possível deixar de trabalhar por obrigação e fazer apenas por prazer, se quiser. Isto é ser independente financeiramente, algo que só depende de planejamento e poupança”, afirma Domingos.

Veja orientações para ter um futuro seguro financeiramente:

• Analise o seu atual padrão de vida e suas reais necessidades;
• Faça um diagnóstico financeiro, anotando por 30 dias (se tiver renda fixa) ou 90 dias (se tiver renda variável) todos os seus gastos, incluindo os menores;
• Inclui a família neste processo, considerando os sonhos de todos – de curto, médio e longo prazo – além da reserva financeira;
• Diminua ou elimine despesas supérfluas e determine o quanto poupará por mês para construir a reserva;
• Considere que o tempo médio de desemprego é de mais de 12 meses, segundo a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas);
• Invista o valor em fundos adequados para o médio prazo, como títulos do tesouro, CDB, LCI e LCA, por exemplo;
• Respeite o propósito da reserva financeira, utilize o valor apenas em caso de necessidade;
• Paralelamente, poupe para conquistar os demais sonhos, incluindo o da aposentadoria sustentável.