De acordo com uma recente pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), em 2017 as famílias brasileiras gastaram R$ 354,6 bilhões com o pagamento de juros. Esse número corresponde a 10% da renda anual, superando os gastos com vestuário, educação e energia elétrica, por exemplo.

Juros

Para o presidente da Associação Brasileira dos Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, é preciso ficar atento aos juros e taxas altas no momento em que contratar um empréstimo, financiamento e principalmente no parcelamento de compras.

“Apesar de muitos estabelecimentos dizerem que não cobram juros, na verdade, o valor já está embutido no preço do produto/serviço, portanto ao invés de escolher parcelar uma compra, aplique o dinheiro que possui para que ele renda e você receba os juros, conseguindo fazer essa compra à vista”, orienta Domingos.

Fazer uma portabilidade, ou seja, trocar uma dívida com juros altos por outras de juros menores pode ser uma saída, já que uma taxa que parece pequena num primeiro momento pode trazer um grande impacto ao longo do tempo e desequilibrar totalmente o orçamento financeiro familiar.

Segundo o educador financeiro, a preocupação com juros deve ser prioridade, assim é possível saber o quanto está sendo destinado para o pagamento dessas taxas. Para isso, segundo ele, antes de contratar qualquer tipo de crédito, é preciso pesquisar para que encontre uma empresa ou uma modalidade em que as taxas de juros sejam menores que as que encontrou em uma primeira análise.

“É preciso mudar a relação do uso e administração do dinheiro, para que, invés de pagar juros de dívidas que não agregam valor, passemos a utilizar os juros a favor por meio de investimentos, possibilitando mais realizações e que comecemos a pensar mais em nossos sonhos e da nossa família, tendo uma vida financeira muito mais saudável”, conclui.