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PIX: CONHEÇA OS NOVOS GOLPES E SAIBA COMO SE PROTEGER

Escrito por: Paulo Paquera

Desde o dia 16 de novembro de 2020, o sistema bancário de transações entre contas tem uma nova ferramenta: o PIX.

O PIX é um meio eletrônico, e instantâneo, de pagamentos e transferências bancárias que foi criado pelo BACEN (Banco Central do Brasil), permitindo que as transações bancárias sejam feitas pela internet, seja por um computador, seja por um celular, a qualquer hora do dia, e qualquer dia da semana.

Esse sistema foi implementado para agilizar e dar mais dinamismo para as transações financeiras, dando mais liberdade de tempo para as operações.

O PIX chega para sobrepor as antiquadas formas de pagamento: DOC (que realiza um pagamento programado que é creditado no dia subsequente, contando que seja dia útil) e TED (a operação precisava ser realizada de segunda a sexta, dentro do horário bancário: das 06h30 até às 17h, do contrário, seria creditada apenas no próximo dia útil).

Com a nova tecnologia, surgiram também os novos golpes. Os bandidos se aproveitam do fator “novidade”, buscando estar sempre um passo à frente dos cidadãos de bem.

Conheça agora alguns dos golpes mais comuns aplicados pelos criminosos:

Clonagem do WhatsApp: esse é o golpe clássico. Os golpistas acessam e replicam seu WhatsApp em outro aparelho, com o intuito de enviar mensagens para os contatos, passando-se pela vítima para pedir dinheiro “emprestado”, por transferência via PIX. Por se tratar de uma transação instantânea, a taxa de conversão dos criminosos é alta, já que não existe a possibilidade de cancelamento da operação.

Perfil falso do WhatsApp: com esta técnica, o golpista não precisa clonar o WhatsApp, como explicado no tópico anterior. Em posse de um novo número de celular, ele envia mensagens para amigos e familiares da vítima, alegando que precisou trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daí, pede uma transferência via PIX, dizendo estar em alguma situação de emergência.

Bug do PIX: Essa é realmente muito criativa, temos que concordar. Mensagens e vídeos espalhados por bandidos, nas redes sociais, afirmam que graças a um “bug” (erro de sistema) no PIX, é possível ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Entretanto, ao seguir o processo ensinado nessas mídias, o inocente malandro está enviando dinheiro para os golpistas.

Infelizmente, já existem muitas outras fraudes em circulação, além dessas mencionadas acima. Sabendo da sagacidade dos estelionatários, é importante estar protegido de qualquer atentado aos seus recursos.

Por isso, separamos 10 orientações, divulgadas pelo próprio BACEN para evitar qualquer problema:

1- Confira com atenção quem são os remetentes dos e-mails e não acesse páginas suspeitas, com endereços curtos ou com erros de digitação.

2- Nunca clique em links recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais ou mensagens de SMS que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix.

3- Cadastre sua chave de PIX apenas nos canais oficiais do banco.

4- O BACEN envia o código de cadastro apenas por SMS, caso a chave seja um celular – ou por e-mail, caso a chave seja um e-mail. Nunca passe este código por telefone ou por link em mensagem de texto.

5- Não compartilhe o código de verificação recebido no momento do cadastro da chave do Pix.

6- Não faça cadastro a partir de um contato telefônico de um suposto funcionário do banco.

7- Dê preferência ao site do banco ou ao aplicativo.

8- Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo.

9- Em caso de suspeita, procure o seu gerente ou use os chats dos aplicativos oficiais para se informar.

10- Não faça transferências para conhecidos sem confirmar pessoalmente ou por chamada telefônica, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado.

Fique atento. Qualquer incoerência ou desacordo com a verdade, não divulgue suas informações pessoais e não confirme qualquer tipo de transação.


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