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Plano de saúde 2022: os preços vão subir

Assim como outros bens de consumo e serviço, o plano de saúde 2022 também será reajustado, porém, a previsão é de, até, 40% de alta. Com isso, fica a dúvida: o que fazer para driblar o aumento avassalador e manter finanças saudáveis? 

Por | Paulo Paquera

Ter um plano de saúde passou a ser considerado como algo essencial na vida de qualquer pessoa, já que, independentemente de qual seja a situação, você poderá contar com o melhor atendimento, com agilidade e conforto.  

Geralmente, é um benefício disponibilizado para funcionários registrado no sistema CLT, mas não é incomum que prestadores de serviços, contratados como PJ, também possuam esse direito. Depende muito de empresa para empresa.

É válido deixar claro que esse benefício é disponibilizado de forma voluntária pela instituição, já que as leis trabalhistas não especificam como obrigatoriedade.

Sendo assim, o beneficiário, no caso o funcionário contratado, não tem qualquer responsabilidade em relação a valores, uma vez que a instituição onde trabalha custeia – há situações em que não – até 100% das despesas.

Para quem tem um plano de saúde como benefício, o teor deste artigo pode não ter tanta relevância, mas, certamente você conhece alguém que paga um plano particular, seja para os filhos, para os pais, esposa, etc.

Uma determinação recente pode complicar bastante a vida dessas pessoas, já que os planos particulares podem ter um aumento no valor de, até 40%, prejudicando diretamente, não apenas a saúde física, mas a sustentabilidade financeira.

Plano de saúde 2022 teve aumento autorizado pela ANS

A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) autorizou o reajuste no valor dos planos de saúde 2022 em pouco mais de 15%, sendo eles individuais ou familiares.  O que representa um aumento recorde, como a maior taxa desde o ano 2000.

Os 15,5% de aumento refere-se ao macro, porém, com isso, as mensalidades podem atingir os assustadores 40%, se comparado a última atualização.

Isso acontece porque, além do reajuste anual previsto, as operadoras são livres para alterar as mensalidades quando ocorre a transição de faixa etária.

O último aumento permitido acontece quando o cliente completa 59 anos.

Os especialistas Mario Scheffer, professor da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Lígia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fizeram um estudo com base em 3,5 mil planos, de 468 operadores diferentes.

O resultado foi uma previsão de alta nas parcelas dos planos de saúde 2022 de, exatamente, 43,1%, considerando a migração de faixa etária, de 54 a 58 anos, para 59 ou mais.

Considerando as regras da ANS, existem 10 grupos etários, sendo eles:

  • De 0 a 18 anos;
  • De 19 a 23 anos;
  • De 24 a 28 anos;
  • De 29 a 33 anos;
  • De 34 a 38 anos;
  • De 39 a 43 anos;
  • De 44 a 48 anos;
  • De 49 a 53 anos;
  • De 54 a 58 anos;
  • E 59 anos ou mais.

Cada transição entre essas faixas permite que as operadoras aumentem os valores, sendo 15,5% para crianças e adolescentes e para todos os outros grupos, varia entre 23,5% a 43,1%, sendo a taxa mais alta reservada apenas para sênior.

Como o aumento do plano de saúde impacta a vida dos brasileiros

O aumento dos planos é uma realidade, uma vez que a porcentagem recorde de aumento já foi aprovada pela ANS, então, sabendo disso, as novas taxas já passam a impactar diretamente na vida dos brasileiros.

Para manter o plano ativo e sem atrasos, será necessário a aplicação de mais recursos mensais, que poderia estar sendo destinado a outro objetivo.

Porém, nem tudo está perdido, porque há sempre a possibilidade de aprender a poupar e entender como adequar um novo custo às suas despesas.

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Formas para ter acesso a saúde privada e manter a sustentabilidade financeira

Agora que está contextualizado sobre as previsões, como elas foram feitas e quais os direitos das operadoras, é importante entrar no assunto que vai te ajudar a se preparar e a encontrar saídas práticas, caso esses aumentos fiquem insustentáveis.

A primeira coisa que precisa fazer é um diagnóstico financeiro, para entender suas reais possibilidades para arcar com as despesas atuais e também saber se terá condições de absorver eventuais aumentos nos custos.

+ Você pode entender como fazer o diagnóstico financeiro clicando aqui.

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Caso identifique que não poderá seguir com o plano de saúde atual, a sugestão é que busque por outras alternativas.

Portabilidade

A portabilidade do plano de saúde pode ser a solução para manter seus custos estáveis, e fugir, por um período, desses aumentos.

De acordo com a ANS, a portabilidade de planos de saúde é um dos direitos dos cidadãos que passam a usar o benefício.

Para começar o processo de portabilidade, o plano deve ter sido contratado depois do ano de 1999, ou estar sob a Lei dos Planos de Saúde, além de estar ativo e com as mensalidades em dia.

A primeira portabilidade exige uma carência no plano de origem de pelo menos dois anos. No caso de nova portabilidade, o prazo cai para o mínimo de um ano.

Para concluir o processo, a nova operadora pelo uma série de documentos, como o comprovante de pagamento das últimas três mensalidades, declaração de situação regular e proposta de adesão assinada.

Outro documento requerido é o relatório de compatibilidade de planos de origem e destino, emitidos pela ANS e pelas operadoras. O prazo para resposta e aprovação é de 10 dias úteis.

Você possui um plano de saúde? Está preparado financeiramente para absorver os reajustes que serão feitos pelas operadoras?

O mais importante de tudo, neste momento, é ter uma consciência financeira preparada para qualquer adversidade e saber onde e como buscar soluções para manter a saúde física e financeira em dia.

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