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Vale a pena antecipar a restituição do IR? Confira as taxas cobradas pelos bancos

Nesta sexta-feira, 28 de abril, termina o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2017. Os valores para quem tem direito à restituição do IR serão pagos entre os meses de junho e dezembro, desde que o contribuinte não caia na malha fina da Receita.

Quem tem urgência pode recorrer à antecipação da restituição, já que os bancos costumam oferecer esta possibilidade. No entanto, é preciso saber de que essa antecipação é um empréstimo que envolve juros.

Existe o risco de o contribuinte cair na malha fina e receber o dinheiro restituído apenas após regularizar a situação com a Receita. Até lá, terá de pagar os juros cobrados pelo banco.

Confira as taxas cobradas, valores antecipados e prazo de pagamento ds principais bancos do País:

Taxa de juros mensal Limite de crédito % antecipado do valor da restituição Prazo para pagamento
Banco do Brasil de 2,11% a 4,18% R# 20 mil até 100 na data do crédito da restituição ou até 15 de janeiro de 2018
Bradesco a partir de 2% R# 20 mil até 100 na data do crédito da restituição, até 15 de dezembro de 2017
Caixa a partir de 2,1% não informado até 75 na data do crédito da restituição ou em 30 de dezembro de 2017
Citi 2,49% R$ 10.500 até 70 pagamento único, até 15 de dezembro de 2017
Santander de 2,59% a 4,59% R$ 20 mil até 100 na data do crédito da restituição, com liquidação automática
* O Itaú Unibanco não forneceu as informações até o fechamento desta matéria.

Todas as instituições exigem o recibo de entrega da declaração do IR com a indicação da conta corrente do banco para receber o dinheiro.

Vale a pena antecipar a restituição do IR?

O presidente da DSOP e doutor em Educação Financeira, Reinaldo Domingos, diz que a antecipação só vale a pena para os contribuintes que realmente precisam com urgência do dinheiro.

“Para quem está endividado e pagando taxas mais altas de juros do que as oferecidas pelos bancos, a antecipação da restituição do IR para quitar dívidas é um bom negócio, mas, fora isso, não é muito vantajoso, sendo que os juros pagos pelo governo [na restituição] são bastante interessantes”, aponta o especialista.

A restituição é corrigida pela taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 11,25%, ou seja, se o dinheiro vier nos últimos lotes, terá maior rendimento.

Caso a pessoa esteja decidida a realizar o empréstimo, Domingos aconselha que faça uma pesquisa nos bancos. “A disputa pelos clientes é tão grande que as taxas cobradas flutuam muito entre as instituições financeiras. A primeira pesquisa pode ser pela internet, para, depois, sentar com o gerente do banco e negociar melhorias na proposta que eles oferecem”.

Confira vídeo do canal Dinheiro à Vista e tire todas as suas dúvidas sobre o Imposto de Renda:

 

O especialista também alerta que para pedir a antecipação aos bancos, os contribuintes devem ter a certeza de que tudo está correto na declaração para não cair na malha fina e ter de arcar com o empréstimo do próprio bolso.

“A malha fina pode causar um enorme transtorno para o consumidor que solicitar a antecipação, pois a demora para receber a restituição fará com que o contribuinte pague ao banco mais juros. É também por isso que o contrato deve ser lido e analisado antes de ser assinado, pois precisam estar especificadas quais serão as consequências caso o consumidor caia na malha fina”, informa o Procon-SP.

* Com informações do portal G1.

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