Se a falta de disciplina para poupar ou os juros altos do financiamento são impedimento para contratar alguns serviços, o consumidor tem no mercado a opção de ingressar em um consórcio próprio para este fim. E essa modalidade tem tido sucesso, tanto que, em maio deste ano, registrou 10 mil participantes – crescimento de 158% em relação ao mesmo mês de 2010. As informações são da Associação Brasileira de Administração de Consórcios (Abac).

O aumento no número de interessados está muito ligado ao fato de ser uma modalidade nova, disponível desde fevereiro de 2009. “O grande público ainda não tomou total conhecimento da variedade de serviços disponíveis por meio do consórcio. Além disso, apenas algumas empresas oferecem a modalidade”, afirma o presidente regional da Abac, Luiz Fernando Savian. No entanto, o número de empresas interessadas neste setor tem crescido.

“Se no início 14 companhias ofereciam o serviço, agora, já temos cerca de 30 no País”, revela Savian. Os mais contratados, segundo a associação, são consórcios de eventos e festas, seguidos de saúde e estética; e as taxas de administração variam em média de 0,7% a 0,8% ao mês. “Enquanto isso, um financiamento cobra taxas de juros de até 6% ao mês, dependendo do banco e do cliente”, ressalta o presidente da Abac.

Antes de contratar

Na hora de contratar, só é necessário que o valor do crédito seja definido. “É um produto flexível. Caso a pessoa tenha um objetivo ao começar a pagar e mude de ideia, é possível trocar, contanto que continue sendo um serviço”, diz a gerente de marketing da Embracon Consórcio, Gisele Paula.

Para o educador financeiro Mauro Calil, investir o dinheiro antes de gastá-lo (na poupança, por exemplo), é a melhor opção, se o interessado em contratar um serviço tiver impedimentos para buscar um financiamento, o consórcio é uma boa pedida. “O dinheiro não vai ser imediato, mas o consorciado pode ter a sorte de ser contemplado antes de terminar de pagar e pode fugir dos juros de 58% ao ano de um empréstimo”, opina.

O segredo, segundo Alexandre Damiani, diretor executivo do Instituto DSOP de Educação Financeira, é atrelar o investimento ao prazo para realizar o consumo. “Se o interesse for ter o dinheiro em curto prazo (em 12 meses), recomendamos a caderneta de poupança. Neste caso, o consórcio de serviços também funciona bem, já que o consorciado pode até receber o valor antes, se tiver a sorte de ser contemplado”, explica.

Além de poder ser contemplado antes com o sorteio ou com um lance mensal (o mais alto leva o montante), outra vantagem do consórcio é forçar a disciplina. “Muitas pessoas não têm o costume de guardar dinheiro. O consórcio faz com que o cliente de programe”, diz o superintendente executivo da Rodobens Consórcio, Francisco Coutinho. A disciplina foi o fator decisivo para que a empresária Arlete Ribeiro entrasse num consórcio para pagar um implante dentário do qual necessitou.

“Fiz uma carteira de R$10 mil para pagar em 36 meses. Se fosse economizar antes, não teria o mesmo comprometimento. Além disso, as parcelas iam ser menores do que as pagar direto ao dentista.”

Crescimento

10mil Pessoas recorreram a consórcios no Brasil, um crescimento de 158% em relação a maio de 2010

 

Fonte://www.nacionalconsorcios.com.br/noticias/30/07/2011/consorcio-e-saida-para-driblar-taxas-altas-compro-consorcios-imoveis