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Veja quando vale a pena adiantar a restituição do Imposto de Renda

Ao invés de saldo a pagar, você tem certeza que, após declarar o imposto de renda, terá uma restituição gorda para o final do ano. No caixa eletrônico do banco, a oferta é tentadora: pegue um adiantamento agora e pague só quando a Receita Federal liberar o imposto retido. Eis a dúvida. Topar ou não? A vontade em colocar a mão na grana pode falar mais alto. Mas, nessa hora, é preciso muita cautela.

 

O educador financeiro Reinaldo Domingos diz que há vantagens e desvantagens. “Para quem deve no cheque especial ou no cartão de crédito, há a alternativa de pegar o dinheiro adiantado com juros mais baixos. Só que há o risco de fazer o empréstimo e o dinheiro não vir”, destaca, alertando para a possibilidade de o contribuinte cair na malha fina ou haver atraso no pagamento da restituição.

 

O funcionário público Geraldo Carvalho, 34 anos, por exemplo, decidiu apostar no adiantamento e se arrependeu. “Queria o dinheiro para ajudar a pagar uma dívida com a faculdade. O adiantamento foi de R$890 e tive que pagar R$160 de juros e taxas que não foram informados no momento da contratação. Me arrependi”, conta Carvalho. Com a experiência, ele diz que não aconselha ninguém a recorrer ao adiantamento. “Só se for em caso de necessidade extrema”, adverte.

 

Condições


É possível conseguir até 100% de adiantamento, com juros que variam de 2,07% a 2,99% ao mês, de acordo com o valor do crédito e instituição financeira. Para colocar a mão na grana é preciso, no momento da declaração, indicar o banco e agência onde é correntista e quer receber a restituição. Depois, deve procurar a agência com o recibo da Receita Federal para conseguir o crédito.

 

Para o gerente de pessoa física da superintendência do Banco do Brasil na Bahia, Adalberto Serafini, a vantagem é que a antecipação oferece taxas de juros reduzidas, quando comparada a outras linhas de financiamento para pessoa física. “Para quem está devendo é uma ótima oportunidade, porque os juros do cartão hoje são superiores a 5% ao mês. Nesse caso, é vantagem trocar de dívida”, avalia Serafini.

 

Somente em 2009, o Banco do Brasil firmou 15 mil contratos desse tipo na Bahia, o que movimentou, aproximadamente, R$30 milhões. O gerente diz que a expectativa para este ano é superar o número de contratos de crédito e também o montante emprestado. Os valores adiantados variam de acordo com critérios da instituição financeira. O teto mínimo e o máximo oscilam de R$100 a R$30 mil. O pagamento do empréstimo é debitado em conta-corrente no momento em que for creditada a restituição. O risco é o contribuinte cair na malha fina e não ter o dinheiro na conta do prazo esperado. Nesse caso, a saída é utilizar alternativas de negociação, através de outras linhas de crédito.

 

Na avaliação do superintendente executivo de Empréstimos Pessoa Física do Grupo Santander Brasil, Eduardo Francisco de Castro, um dos pontos positivos é que a contratação do produto não impede que o cliente adquira outros empréstimos no Banco. “Além disso, ele não comprometerá o seu orçamento mensal, já que o pagamento do empréstimo é feito no momento que ele recebe a restituição”, aconselha.

 

Adiantamento só para endividados
Para quem está com a corda no pescoço, pagando juros altos, o consultor financeiro Reinaldo Domingos diz que vale a pena recorrer ao empréstimo. Mas, ele alerta que não vale a pena tomar a decisão simplesmente porque está endividado, sem buscar outras saídas para sair do vermelho. “Se você está nesta situação é porque há um problema de gestão, de desequilíbrio financeiro. Tem que combater a causa. A pessoa pode estar vivendo fora do padrão de vida que possui, gastando mais que recebe”, sugere.

 

Por isso, ele recomenda que, junto com o empréstimo, o endividado trabalhe o controle financeiro. “Ao adiantar a restituição, o endividado só está trocando de credor. Substitui uma linha de crédito por outra. Se não resolve o problema da causa, já, já estará devendo de novo”, destaca Domingos.

 

Junto com a decisão de trocar uma linha de crédito por outra, o especialista adverte que é preciso tirar uma fotografia da vida financeira e ver para onde está indo o dinheiro. “Se a pessoa não sabe como gasta, como é que vai poder cortar os excessos de despesas e os gastos supérfluos? É preciso cortar tudo aquilo que não agrega valor, desde despesas com vestuário, alimentação e gastos pessoais”, aconselha.

 

E se a ideia for adiantar o dinheiro para comprar, a dica é pesquisar para ver se não é possível adquirir o produto parcelado com juros ainda mais baixos do que as ofertados pelas instituições financeiras.

 

Fonte:http://www.infosaj.com.br/ver/noticia/veja_quando_vale_a_pena_adiantar_a_restituicao_do_imposto_de_renda.html

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