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Você possui investimentos? saiba o quanto você perdeu esse ano

Por | Andréia Lima

Nos últimos anos tem aumentado cada vez mais o interesse dos brasileiros em investimentos. Prova  disso é que A B3 atingiu em janeiro a marca de 5 milhões de pessoas físicas com contas abertas em corretoras no Brasil para investir em renda variável.

O número se divide entre 1,2 milhões de contas de mulheres e 3,8 milhões de homens, enquanto o número de CPFs únicos é de 4,2 milhões, uma vez que uma mesma pessoa pode ter conta em mais de uma corretora.

Segundo a companhia, o avanço no número de contas e CPFs acompanha o crescimento expressivo das pessoas no mercado de capitais.

Dito isso, o cenário  que novos e experientes  investidores encontram esse ano é de muitos desafios e desconfiança.

Não bastasse toda a incerteza provocada pela pandemia, a crise climática e a alta na inflação, agora teremos que lidar com os impactos na economia e nos investimentos devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Um dia depois de comemorarmos uma queda positiva do dólar, nos deparamos com ​​a invasão da Ucrânia por tropas russas, o que pode produzir impactos econômicos a quilômetros de distância. 

O Brasil pode sentir os reflexos do conflito em pelo menos três áreas: combustíveis, alimentos e câmbio.

Entre os impactos à economia brasileira, especialistas temem mais uma alta na inflação devido ao aumento do preço internacional do petróleo e de alimentos.

Entre os aspectos que podem ser considerados positivos à economia nacional estão uma valorização das commodities brasileiras e uma eventual desvalorização do dólar, com a ressalva de que guerras nunca são justificáveis.

O que percebemos neste cenário de grande volatilidade é que  tentar prever o futuro pode não ser uma boa ideia. 

O ideal é sempre ter cautela e observar como o mercado reage aos acontecimentos.

Ter sangue frio, pensar a longo prazo e estudar  as melhores alternativas para o momento que estamos vivendo pode ser a melhor opção em momentos como esse.

Como proteger seus investimentos

A Guerra entre Rússia e Ucrânia abalou os mercados, com as bolsas  de todo o mundo oscilando e o dólar valorizado frente a várias moedas, incluindo o real.

Em um cenário de incerteza, a tentativa de proteger os investimentos ganha força, mas exige cuidados.

Analistas apontam que, apesar de existirem boas opções de ativos de proteção hoje no mercado, a escolha ideal varia conforme o perfil do investidor e a carteira de ativos que ele possui no momento.

Tradicionalmente, períodos de incerteza na economia mundial elevam a busca por mercados e ativos considerados mais seguros, como ações de empresas norte-americanas, dólar e o bom e velho ouro.

Que também são uma boa forma de proteger sua carteira de investimentos, principalmente no momento atual, em que as commodities têm ganhado bastante força num ambiente mais inflacionário.

O ideal é que toda carteira de investimentos em renda variável tenha ativos de proteção em sua composição, eles tendem a valorizar em cenários de incerteza ou queda generalizada, como o desta semana.

Os dois principais ativos de proteção no mercado hoje são o ouro e o dólar, duas boas opções para quem investe na chamada renda variável, representada principalmente pelo mercado de ações. 

Entretanto, é preciso ter muita cautela, pois os dois ativos são bastante voláteis, e em uma carteira “conservadora”, ou seja, de renda fixa, pode não ser uma boa ideia, como exemplo a queda intensa do dólar nas primeiras semanas de 2022, chegando a 10% antes da invasão na Ucrânia.

O envolvimento dos Estados Unidos na crise ucraniana torna o dólar mais volátil e sensível a novidades no conflito, favorecendo o investimento no ouro como “porto seguro”.

Diversificar para se preparar para  o inesperado

Uma boa forma de proteger o seu dinheiro de eventos inesperados, como o conflito  que estamos tristemente assistindo entre a Rússia e a Ucrânia,  é a diversificação. E, esse é um  conselho que nunca se torna ultrapassado.

Uma carteira adequada ao seu perfil de investimento vai tornar essas oscilações mais tranquilas ou pelo menos mais alinhadas com as suas expectativas, sem grandes surpresas e tomadas de decisões levadas pela emoção.

Diversificar seus investimentos entre mercados, geográficos, classes de ativos e até estratégias de investimento, vai te ajudar a ter uma melhor saúde financeira na sua carteira, reduzindo o risco e aumentando os ganhos no longo prazo.

Assim, quando um ativo na sua carteira estiver caindo, há maiores chances de outro estar subindo  ou pelo menos, estar estável.

Gostou do artigo? Para saber mais sobre investimentos, leia Como investir no tesouro direto.

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