A Importância da Educação Financeira no Brasil e no Mundo 

 

 

 

Entre os maiores desafios deste século destaco a ausência da sustentabilidade financeira das famílias no Brasil e no Mundo. Esse problema não é só encontrado em países emergentes, mas já é preocupação declarada também nos países desenvolvidos como Estados Unidos e até mesmo o Japão. Certamente você pode estar surpreso quando cito o Japão, mas não fique. No passado não muito distante os bisavós e avós, sem dúvida, eram pessoas poupadoras ao extremo, o que também não era o modelo mais adequado. Digo isso, pois tudo que fazemos ou temos em excesso faz mal, vide vários orientais que construíram grandes fortunas, adoeceram com depressão e até mesmo muitos deles chegaram ao suicídio.

Ainda no Japão, os netos e bisnetos destes, tiveram muitas facilidades em suas conquistas, ou seja, não se esforçaram e não lutaram por elas e com o passar do tempo, os hábitos de consumo se empoderaram desses jovens. O que se mostra a importância da educação financeira para todos.

 

Podemos citar alguns agentes que contribuem com o desequilíbrio financeiro das famílias no Brasil e no Mundo:

  • Ausência de Programas de Educação Financeira;
  • Evolução tecnológica;
  • Facilidade de compras;
  • Crédito fácil;
  • Créditos para negativados;
  • Ausência de sonhos e propósitos;
  • Ausência da Educação Financeira no processo sucessório;
  • Analfabetismo financeiro.

 


Percebeu que são vários os motivos que levam a essa situação? Entre estes, destaco a ausência de sonhos e propósitos. É muito comum obter como resposta o silêncio, ao perguntar para uma pessoa se ela tem sonhos, como se isso não fizesse mais parte da sua vida. Mesmo quando se obtém alguma resposta, está é quase sempre de sonhos de curtíssimos prazos. E para contribuir e agravar ainda mais essa situação, ao perguntar qual é o valor desses sonhos, quanto ela está guardando, em quanto tempo ela pretende realizar e de onde pretende tirar esse recurso, também não encontramos essas respostas. 
Por anos a Educação Financeira foi confundida com Finanças Pessoais e mais recentemente com Finanças Comportamentais. Ao longo do tempo a terminologia dinheiro e sua utilização foi construída por um só motivo, o escambo, ou seja, produtos e mercadorias eram trocadas e seus valores tinham pesos diferentes, por isso o dinheiro veio para fazer esse alinhamento. E lógico, o dinheiro para que pudesse ser administrado e controlado, sua utilização embasou-se em números e cálculos, chamado assim de finanças. E por ele ser manuseado entre pessoas, veio a expressão Finanças Pessoais, o que traz como objetivo controlar o dinheiro e seu movimento, o que intitulo de Ferramenta Financeira.

Também é verdadeiro que as finanças trazem resultados que proporcionam a tomada de decisão embasados nessas ferramentas. Como são as pessoas que lidam com o dinheiro por meio dessas ferramentas, buscou-se conectar o comportamento do número na relação dinheiro-pessoa e pessoa-dinheiro, daí surgiu a expressão Finanças Comportamentais. O que de fato acontece é que números não têm vida, são exatos, portanto, a expressão Finanças Comportamentais nada mais é que analisar o comportamento desses.

E como qualquer outra ciência, a evolução é verdadeira, e nesse caso, surgiu outra expressão, a Educação Financeira, que foi intitulada também na mesma linha das Finanças Pessoais e Finanças Comportamentais. O que na minha visão, foi um erro clássico, visto que, ao trazer à luz do entendimento, o comportamento não está embasado nos números, e sim no Ser Humano, portanto, como seres humanos, temos como bases e princípios, propósitos e sonhos. Para tanto, não basta apenas o entendimento. Como ciência, a Educação Financeira precisava ser vivenciada e comprovada academicamente, por meio de uma metodologia, embasada nos hábitos e comportamentos do SER, e multiplicada com eficácia, proporcionando a todos que praticarem à autonomia e sustentabilidade financeira.

Assim prova que a Ciência Educação Financeira efetivamente está embasada no ser humano e seus sonhos e propósitos, por meio de atitudes e hábitos, e não em números, como apresentam as Finanças Pessoais e Finanças Comportamentais. E esses ensinamentos, assim como qualquer outra ciência, só são possíveis de serem aplicados e replicados por meio de metodologia. E ainda para que se possa mudar essa situação, um dos agentes imprescindíveis é o TEMPO, digo isso porque quanto mais cedo você começar, menor será o seu esforço, e a reciproca é verdadeira, quanto menos tempo, maior será seu esforço.

Esses ensinamentos fazem parte da Metodologia DSOP, que é formada por quatro pilares: D de Diagnosticar, S de Sonhar, O de Orçar e P de Poupar. Parece simples, e eu afirmo, sem dúvida alguma é muito simples, é o óbvio que você nunca parou para pensar, mas como tudo na vida o óbvio passa despercebido, a gente não enxerga, a gente não observa, a gente deixa de praticá-lo. E por ser óbvia e simples, a Metodologia DSOP vem alcançando maior entendimento ao longo de sua descoberta, porque na ciência o feito nunca está pronto, sempre estará em construção. A certeza é que essa Metodologia tem promovido verdadeiras realizações na vida das famílias.

Esse jeito de fazer é parte da minha trajetória de vida. Com mais de 50 anos de experiência vivenciada e consolidada, por meio do reconhecimento acadêmico em meu mestrado, doutorado e pós-doutorado, representado pelo conceito da Educação Financeira: “A Educação Financeira é uma ciência humana que busca a autonomia financeira, fundamentada por uma metodologia baseada no comportamento, objetivando a construção de um modelo mental que promova a sustentabilidade, crie hábitos saudáveis e proporcione o equilíbrio entre o SER, o FAZER e o TER, com escolhas conscientes para a realização de sonhos.”

Existe sim um caminho a ser percorrido. Convido você e sua família a fazer parte dessa nova história, tendo a Educação Financeira como aliada na construção de novas gerações educadas, saudáveis e sustentáveis financeiramente, garantindo assim a longevidade do SER Humano.

Ph.D Reinaldo Domingos